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Jornal TROCA-TROCA

Tema do editorial dessa semana reflete sobre o adeus ao Ginásio do Capingui

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Fim de mais um ciclo

Um dos locais históricos de Passo Fundo encerra seu ciclo. O Ginásio do Capingui, um ponto marcante para o esporte do município, está sendo demolido, aos poucos, após abandono pelo próprio clube e consequentemente problemas em sua estrutura. Morreu ali um pouco da história do esporte da cidade. Virou entulho e nunca mais ninguém vai lembrar, disseram ouvintes da Uirapuru.

Pegando somente como exemplo essa história do nosso primeiro ginásio de esportes da cidade, vê-se que nos dias de hoje se despreza o velho, o passado e tudo o que estava intrínseco nele. Será que é assim mesmo?

Parece que a cidade é de outros, como se alienígenas fossem, que nada querem saber do que foi ou deixou de ser. Essa coisa de cultura e história era coisa de outros tempos, outras gerações…

Hoje se faz virar cinzas ou entulho, se sepulta, concreta outra coisa, muitas vezes grotescas, em cima do que foi e fim… O negócio é TikTok, YouTube, funk, rap e eletrônicos…

Esse é o canal. Abaixo museus, bibliotecas, livrarias…

Como querer que sequer saibam quem construiu e desenvolveu essa cidade em alguns períodos??

Certamente não há mais espaço sequer para a fé nesta realidade de hoje.

– Um povo que não conhece e despreza sua história está fadado a cair nos mesmos erros crassos.

Essa toada que se vê de jovens e já até de alguns maduros, se apresentando como um verdadeiro bando de alienados guiados e alimentados por um monopólio de informações, que é o advindo das redes sociais e afins, já está desembocando numa sociedade que não pensa mais e perdeu o exercício da razão.

Muito preocupante.

Facilmente podem ser manipulados por qualquer um líder de má-intenção, psicopata, que se exponha com qualquer baboseira curiosa que atraia atenção destes, via a única fonte de informações que acessam, os tais TikTok, YouTube, WhatsApp, Facebook, Instagram e nos perfis de influenciadores do pior nível (até porque os de bom nível não são atrativos).

Diante disso nos questionamos:

  • Que médico sairá daí?
  • Que engenheiro?
  • Que advogado?
  • Que policial?
  • Que soldado?
  • Que jornalista?

É o que pergunta o gaudério dos tempos do fio do bigode…

Aqui não se fala dos professores tradicionais, pois já sofreram desprezo, descaso, desconsideração que nem faculdade querem mais fazer. Pelo visto, logo sairão do cenário. Sendo trocados não sei pelo o quê.

Uma pequena medida, modesta, surge para tentar frear esse grave desvirtuamento do até então racional, que é a proibição do celular em colégio, como que abrindo uma concessão para professor dar aula.

Algumas escolas que já haviam adotado tal regra ano passado mostram resultados positivos em aprendizado e socialização física entre estudantes. O que ultimamente praticamente não ocorria.

Ficam só indagações, desconfianças e incertezas. Que mundo teremos logo ali na frente quando toda essa descendência estiver assentada em todos os postos, cargos, serviços e atividades laborais que ocupamos hoje?

Será que a tal Inteligência Artificial ocupará esses espaços e o lado humano também pertencerá somente aos tempos de outrora?

É a indagação geral que fica para reflexão de todos.