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Geral

Comunidade relata atraso no atendimento do Posto Médico Legal de Passo Fundo; IGP afirma que concurso deve auxiliar na solução do problema

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na manhã da última quarta-feira (15), recebemos diversas mensagens de pessoas reclamando sobre o atraso no atendimento do Posto Médico Legal (PML) de Passo Fundo. Localizado na Rua Paissandu, no centro do município, o posto realiza exames de corpo de delito e perícias que auxiliam nas investigações de ocorrências.

A reportagem da Rádio Uirapuru esteve no local e conversou com Renata Del Ré, que relatou a dificuldade em obter atendimento. Ela explicou que o PML abre às 8h da manhã e realiza os atendimentos por ordem de chegada. No entanto, ela ficou mais de duas horas na fila sem que ninguém fosse atendido, sendo obrigada a retornar em outro dia.

Renata destacou que todas as pessoas que procuram o PML estão em situação de vulnerabilidade e necessitam de auxílio. No entanto, ao chegarem, não encontram nenhum tipo de acolhimento, o que torna o momento ainda mais delicado. Por ser um serviço essencial, ela enfatizou que deveria haver um médico exclusivo para atender o posto, mas isso não acontece.

Posicionamento do IGP

Sobre o assunto, o coordenador regional do Instituto Geral de Perícias (IGP), Ricardo Tello Durks, reconheceu que, infelizmente, esse problema vem ocorrendo. Segundo ele, atualmente, o PML conta com apenas um médico legista por dia. Esse profissional é responsável tanto pelas necrópsias realizadas na Universidade de Passo Fundo (UPF) quanto pelos exames clínicos no Posto Médico Legal.

Ricardo explicou que, geralmente, o plantonista inicia o serviço às 8h realizando as necrópsias dos corpos que chegaram durante a noite. Após concluir essa etapa, o médico segue para o PML, na Rua Paissandu, para realizar os atendimentos clínicos.

Portanto, não há um horário fixo para que o profissional chegue à clínica, pois isso depende da quantidade de corpos para necrópsia e da complexidade das lesões a serem analisadas, afirmou Ricardo.

Para resolver o problema, seria necessário dobrar o número de médicos legistas. Com esse objetivo, o IGP está preparando um edital, previsto para o segundo semestre deste ano, para a contratação de legistas, peritos criminais, técnicos em perícia e papiloscopistas.