Comunidade debate cercamento noturno da Praça da Cuia
A Câmara de Vereadores discutiu em uma audiência pública na noite de ontem (08) o cercamento e fechamento da Praça Marechal Floriano, mais conhecida como Praça da Cuia, durante o período noturno. A proposta de discussão foi acolhida pela Comissão de Patrimônio e de Desenvolvimento Urbano e do Interior (CPDUI). Ela foi realizada nesta quarta-feira (8), no Plenário Sete de Agosto, da Câmara de Vereadores.
Os trabalhos foram abertos pelo presidente do Legislativo, Fernando Rigon (PSDB) e conduzidos pelo presidente da CPDUI, vereador Luiz Miguel Scheis (PDT) e contou com a participação de líderes comunitários. A ideia inicial seria fechar o local das 22h às 6h da manhã.
O presidente da União das Associações de Moradores de Passo Fundo (Uampaf), Luís Valendorf, também se mostrou favorável à ideia já que, segundo ele, “a maioria dos casos de violência, prostituição e vandalismo acontece à noite quando são menores as chances destas pessoas serem flagradas”. Representantes comunitários e de categorias como a dos vigilantes, que participaram da audiência, também foram favoráveis ao fechamento da praça, citando o exemplo do Parque Banhado da Vergueiro que também é fechado e se mantém preservado, não impedindo o acesso de todos os moradores durante o dia.
A assessora do senador Luis Carlos Heinze, Fabiana Camargo, colocou o gabinete à disposição para contribuir com verbas de emendas parlamentares no caso da ideia ser efetivada.
O presidente da CPDUI, Luiz Miguel, criticou a administração municipal por não ter mandado representante para discutir o assunto alegando que não existe um projeto prevendo o fechamento. Participaram ainda os outros vereadores integrantes da comissão: Renato Tiecher (PSL), Claudio Rufa Soldá (PP) e Aristeu Dalla Lana (PTB), além do vereador Patric Cavalcanti (DEM) e Rafael Colussi (DEM).
Todos os parlamentares foram favoráveis ao fechamento da praça apesar de ver este fato com uma triste, mas necessária medida. Eles lembraram que o fechamento vai preservar o dinheiro público já investido na revitalização do local e evitar novos gastos para consertar os constantes casos de depredação.