Comissão de Ética da Assembleia Legislativa inicia investigação sobre caso Jardel
O deputado estadual Mário Jardel, do PSD, teve seu mandato suspenso na segunda-feira (30). A suspensão, de 180 dias, ocorreu por conta da operação Gol Contra do Ministério Público que investiga suspeitas de corrupção cometidas pelo parlamentar na Assembleia Legislativa. Durante a investigação o Ministério Público apurou indícios de crimes como concussão, peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Jardel também é investigado por financiamento ao tráfico de drogas com dinheiro público desviado do parlamento.
Ontem (1°), a Assembleia Legislativa informou que irá recorrer da decisão da Justiça de afastar, por 180 dias, o deputadp estadual Mário Jardel (PSD) do cargo por suspeita de desvio de verbas. Anunciada pelo presidente da Casa, Edson Brum (PMDB), a medida se ampara em que houve interferência entre Poderes. Brum afirmou como os deputados não podem se intrometer no Judiciário, eles não podem se intrometer no Legislativo. Qualquer tipo de punição a um deputado só pode ser dada pelo Parlamento, afirmou.
O Deputado Juliano Roso (PCdoB) afirmou que a Comissão de Ética vai investigar a denúncia da mesma forma que foi realizado com o deputado do PDT, Diogenes Basegio. Ele destacou que ninguém irá julgar de forma precipitada qualquer denúncia, mas sim agir dentro do que determina o regimento de ética, oferecendo ampla defesa e prazos legais, também a Jardel. Para o deputado Juliano Roso, a nova acusação demonstra que qualquer um dentro da Casa será submetido às leis, sem distinção. E frisou que a grande maioria dos deputados são pessoas honestas e trabalhadoras.
Um dos possíveis desfechos para o caso seria um pedido de cassação, que precisaria do aval do plenário da Assembleia. Jardel poderia renunciar ao cargo, mas, a exemplo do que ocorreu com Diógenes Basegio (PDT), isso não impediria o avanço do processo de cassação. Se for cassado, Jardel ficaria inelegível por oito anos, conforme o previsto na Lei de Inelegibilidade e mais o tempo que ainda resta do atual mandato.