Comandantes das Forças Armadas pedem demissão coletiva
Os comandantes do Exército Edson Leal Pujol, da Marinha Ilques Barbosa e da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez colocaram seus cargos à disposição do general da reserva Walter Braga Netto, novo ministro da Defesa. A possibilidade de que isso fosse acontecer existia desde ontem, quando o presidente Jair Bolsonaro demitiu o general da Reserva Fernando Azevedo do Ministério da Defesa.
O cargo foi assumido pelo General Braga Netto tentou negociar com os três comandantes, mas sem sucesso.
O mal-estar pelo anúncio inesperado da saída de Azevedo, que funcionava como pivô entre as alas militares no governo, o serviço ativo e o Judiciário, foi grande demais.
O motivo da demissão sumária do ministro, segundo aponta a Folha de São Paulo, foi o que aliados dele chamaram de “ultrapassagem da linha vermelha: Bolsonaro vinha cobrando manifestações política favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país”.
Esta é a primeira vez que que três comandantes das Forças Armadas pedem renúncia coletiva por discordar do presidente da República. A crise estabelecida só é comparada a de 1977 com a demissão do ministro do Exército Sylvio Frota, pelo presidente Ernesto Geisel.