Com valor do metro quadrado acima da capital, Passo Fundo se consolida como polo da construção civil
O mercado imobiliário de Passo Fundo segue em expansão e entra em 2026 com projeções de manutenção da atividade e confiança dos investidores. O cenário é marcado pelo grande número de empreendimentos em execução e pela absorção consistente das unidades colocadas à venda, mesmo diante de um período recente de juros elevados.
De acordo com o presidente do Sinduscon Passo Fundo, Cristiano Basso, o município registra atualmente 108 edifícios em construção. Segundo ele, cerca de 78% a 80% das unidades desses empreendimentos já estão comercializadas, o que indica capacidade de absorção do mercado local. Basso afirmou que o crescimento observado nos últimos cinco anos está ligado ao período pós-pandemia, quando houve aumento da procura por imóveis maiores, incluindo apartamentos, casas e loteamentos, movimento que também ocorreu em outras regiões do país.
O dirigente explicou que os empreendimentos em execução atendem diferentes perfis de compradores. Há imóveis enquadrados em programas habitacionais, com valores a partir de R$ 100 mil, até unidades de alto padrão que podem chegar a R$ 7 milhões ou R$ 8 milhões. Conforme o presidente do Sinduscon, a maior concentração está nos imóveis de classe média, especialmente apartamentos de dois e três dormitórios, que representam o maior volume de lançamentos e vendas na cidade.
Em relação aos preços, Cristiano Basso informou que o valor médio do metro quadrado privativo em Passo Fundo varia entre R$ 9 mil e R$ 10 mil. Ele explicou que um apartamento de 100 metros quadrados pode alcançar cerca de R$ 1 milhão, considerando os investimentos feitos pelas incorporadoras em áreas de lazer, vagas de garagem, áreas comuns e padrão construtivo. O dirigente também destacou que o custo dos terrenos aumentou nos últimos anos e influencia diretamente o valor final dos imóveis.
O presidente do Sinduscon Passo Fundo afirmou que o metro quadrado do município está entre os mais elevados do Rio Grande do Sul e supera o de cidades com população e Produto Interno Bruto maiores. Como comparação, dados do Índice FipeZap apontam que a capital Porto Alegre registrou preço médio de R$ 7.505 por metro quadrado em dezembro de 2025, valor inferior ao praticado em Passo Fundo. Segundo Basso, esse cenário reflete o volume de investimentos, a adoção de tecnologias construtivas e a consolidação do município como o segundo polo da construção civil no estado.
Sobre as áreas mais valorizadas, Basso apontou que a região central mantém historicamente os preços mais altos. No entanto, bairros como a Vila Rodrigues e partes da Vila Fátima apresentaram forte desenvolvimento nos últimos anos, com elevação do valor do metro quadrado. Segundo ele, esse movimento acompanha o crescimento urbano e a expansão da cidade para além do centro tradicional.
Com base nos indicadores atuais, o setor projeta um 2026 de continuidade nas atividades, condicionado às mudanças no cenário econômico nacional. Para o Sinduscon, o número de empreendimentos em andamento e o nível de comercialização das unidades reforçam a percepção de Passo Fundo como um município atrativo para investimentos imobiliários.
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