Com nova nomenclatura, agente de trânsito assume de vez o compromisso com a educação para o trânsito
A Câmara de Vereadores aprovou nesta semana a alteração da nomenclatura do cargo de agente fiscal de trânsito, criado em 1994, para agente de trânsito. O termo é mais adequado porque hoje além da fiscalização, faz parte das suas competências a educação para o trânsito.
Conforme a coordenadora do Núcleo de Educação para o Trânsito da Secretaria de Segurança, Raquel Rubio, o agente é um servidor público que vai para as ruas principalmente pelo caráter da prevenção. Hoje os agentes atuam nas escolas nos horários de entrada e saída, realizam palestras em instituições e blitz de educação.
Outro exemplo de junção entre fiscalização e educação é a Operação Balada Segura, que inibe o uso de álcool na direção, ao mesmo tempo que orienta os motoristas sobre os cuidados no trânsito, por meio de folders.
Raquel contou que um dos trabalhos com caráter educativo que foram intensificados nos últimos tempos foi o de orientação a grupos de terceira idade, de como atravessar a rua. Conforme um estudo, esse modal é o que está em maior perigo na cidade. Pessoas com mobilidade reduzida estão mais expostas a acidentes.
A coordenadora salientou que onde tem um agente de trânsito os condutores tendem a diminuir a velocidade e a pararem para que os pedestres atravessem a via em segurança. Reafirmou que o objetivo da fiscalização, da engenharia e da educação é simplesmente a de diminuir as estatísticas e ofertar à comunidade uma maior segurança. Passo Fundo conta hoje com aproximadamente 74 agentes de trânsito.