Com exportações e preços em baixa, produtor é cauteloso para vender o trigo na região
A agricultura do Estado tem no trigo outro importante pilar econômico. Se por um lado a soja alimenta criações de animais e tem grande exportação, por outro lado, o trigo, é matéria-prima para a farinha nacional e presente na mesa de todos os brasileiros. A soja está ainda sendo colhida nas lavouras, mas o trigo 2023 ainda não foi plantado. No último programa Cotações e Mercado, na Uirapuru, a situação deste importante cereal foi analisada pelo time de cerealistas, engenheiros agrônomos e profissionais do setor. A última colheita encerrou em dezembro como uma das maiores da história do estado.
Conforme o engenheiro agrônomo Claudio Doro o primeiro ponto analisado pelo produtor é a diminuição do preço pago pela saca de trigo disponível. Em agosto de 2022 o valor estava em R$120 por saca. No momento o valor pago está, em média, na faixa de R$79 Reais. Isso, por si só, desestimula a venda do trigo armazenado. Em contrapartida o Brasil está exportando pouco, o que faz o estoque interno ficar cheio e força ainda mais o preço para baixo.
Para Doro, o momento é de cautela na venda do trigo e o produtor deve aguardar uma definição de preço frente ao comportamento do mercado. Este é o cenário para a safra colhida. Já para o plantio do trigo há um diferencial neste ano. Devido á queda no preço dos fertilizantes a área plantada de trigo terá redução de custos de quase 2 sacas por hectare, o que favorece o cenário de plantio.