Com baixo volume de chuvas, barragens de captação da Corsan já apresentam redução de água neste início de ano
O Rio Grande do Sul enfrenta mais uma vez os efeitos diretos do fenômeno La Niña, que, aqui, provoca estiagem, enquanto nas regiões central e norte do país, gera chuvas excessivas.
Dados recentes indicam que, até a tarde de quinta-feira (23), o mês de janeiro registrou apenas 46 milímetros de chuva em Passo Fundo. Para se ter uma ideia, janeiro de 2024 teve 210 milímetros registrados na cidade. Essa diminuição impacta diretamente as lavouras, que já enfrentam a falta de água, situação que só poderá ser normalizada com chuvas frequentes.
No entanto, outro problema causado pela estiagem é a redução das reservas de água nas áreas de captação da Corsan. A Uirapuru entrou em contato com Aldomir Santi, gerente institucional da Corsan na Regional Planalto, que explicou que os primeiros sinais da seca já são visíveis na captação.
Conforme ele, a Barragem da Fazenda da Brigada apresenta uma diminuição de 10 centímetros no nível de água, que até então estava no máximo. Já a captação no Arroio Miranda está com a água praticamente no nível máximo, mas sem transbordo, o que indica o início da redução do volume.
Santi ressalta que ainda há muita água, mas, se a falta de chuvas persistir, a diminuição do nível pode se acelerar. Existem alternativas já conhecidas, como a transposição de água do Jacuí e da antiga pedreira, que poderão ser consideradas caso o nível da água caia até 40 centímetros.
Embora o momento ainda seja de tranquilidade, o fenômeno La Niña pode influenciar o clima até abril, com reduções de chuvas, pondera Santi.