Com atividades paradas, presidente do MTG diz que entidades não sabem como fazer para seguir adiante
Mais de 200 entidades tradicionalistas do Rio Grande do Sul, inclusive algumas de Passo Fundo, como o CTG União Campeira, CTG Eduardo Muller e Grupo Tebanos do Igaí, estão se unindo aos esforços do governo, iniciativa privada e sociedade civil, no combate à pandemia da covid-19. As entidades estão doando alimentos, confeccionando itens de proteção e até sabão para a prevenção do vírus.
Em entrevista na Uirapuru, a presidente do MTG, Gilda Galeazzi, disse que tudo que está sendo feito é uma forma de devolver para as comunidades a ajuda que tanto deram ao longo dos anos, acolhendo as entidades e mantendo a tradição viva. Gilda disse que as demissões foram muitas no meio tradicionalista. Pessoas que faziam limpeza, música, zeladoria e outros serviços precisaram ser desligadas diante da paralisação das atividades.
Questionada sobre o futuro das entidades tradicionalistas, atingidas pela pandemia, Gilda disse que não sabe como será. Hoje algumas atividades foram adiadas para 2021, mas a necessidade das entidades levantarem recursos é agora, pois mais de um milhão de pessoas sobrevive destas ações exclusivas do tradicionalismo.
A presidente do MTG destacou que todos sempre se esforçaram muito para manter o tradicionalismo vivo durante os anos, mas se depararam com uma situação de incerteza onde ninguém sabe se as atividades serão como antes.
Ouça a entrevista com a presidente do MTG, Gilda Galiazzi: