Com 92 apenados monitorados em Passo Fundo, tornozeleira eletrônica custa apenas R$ 260 por mês ao Estado
O uso de tornozeleiras eletrônicas como monitoramento de apenados tem se tornando cada vez mais comum e até mesmo condenados na Lava Jato estão usando o equipamento. Mas não muito distante disso, Passo Fundo possui apenados usando estes equipamentos. Conforme dados do Instituto Penal local, são 92 detentos usando os dispositivos no tornozelo. Estes equipamentos dão em tempo real a posição do preso e em caso de qualquer interrupção é possível detectar na hora o problema.
O atual delegado penitenciário regional da SUSEPE, Rosalvaro Portella, em entrevista na Uirapuru, explicou que as tornozeleiras são alugadas ao custo mensal de R$ 260 por equipamento. Rosalvaro destacou que em termos financeiros é muito mais econômico do que manter o apenado no sistema fechado, que tem um custo maior e exige toda a estrutura física de presídios, agentes e segurança. Para Rosalvaro, todos os apenados que se enquadram no semiaberto da região deveriam ser monitorados pela tornozeleira.
Hoje é possível acessar o histórico do trajeto de um apenado monitorado e descobrir, se ocorrer, sua participação em qualquer tipo de crime, o que pode inibir novos casos. No semiaberto normal isso não ocorre, o preso apenas assina a entrada e saída em um papel. O equipamento traria maior segurança para a sociedade, avaliou.