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Uirapuru Ecologia: defensivos biológicos são a nova revolução do agro

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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A agricultura foi uma das mais importantes descobertas da humanidade.  Quando os humanos aprenderam a semear, coletar sementes, plantar e colher, deixou-se de lado a necessidade de migrar em busca de alimento e deu-se o primeiro passo para a fundação das cidades e civilizações.

No entanto, assim como tudo na terra, a agricultura precisou se adaptar a problemas que foram surgindo.  Com o aumento do plantio, pragas naturais também encontraram ali uma oportunidade de crescimento e o homem conheceu uma nova ameaça.

O tempo passou e o homem desenvolveu o adubo e os agrotóxicos, ou, defensivos agrícolas, como mais tarde chamados. Este caminho importante da agricultura foi abordado no programa Uirapuru Ecologia do último sábado.  O programa teve a apresentação de Ivaldino Tasca e contou com com a participação do Engenheiro Agrônomo Jorge Lemainski, Chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Trigo da EMBRAPA, sediado em Passo Fundo.

Lemainski explicou que a agricultura brasileira é movida pela ciência. Isso acontece devido às constantes pesquisas de desenvolvimento voltadas para as necessidades de um país com grande atuação agrícola. Com limite de área para plantio, percebeu-se a necessidade de aumento a produção de sementes na mesma área. Pesquisas com fertilizantes foram feitas, dando mais condições para o solo nutrir as plantas.

Pesquisas genéticas andaram em paralelo, tornando as plantas resistentes a algumas pragas e otimizando seu crescimento. Em outra linha, os defensivos agrícolas chegaram, direcionados por meio da ciência, a inimigos específicos, preservando ao máximo as plantas e o solo.

O Engenheiro Agrônomo Jorge Lemainski pontuo que o manejo agrícola exige a proteção química para fazer frente ao crescimento de consumo dos alimentos no mundo.  Sem isso a produção cai e a oferta de alimentos diminuiria. Os defensivos agrícolas fizeram a humanidade evoluir muito e salvaram vidas.  Citou o caso de ataques históricos dos gafanhotos, que trouxeram mortes de humanos pela fome no Egito.

Como alternativa os humanos, anos depois, descobriram componentes que eram tóxicos e mortais a estes insetos.  A ciência agrícola seguiu evoluindo e agora a humanidade está entrando em um novo momento através da biotecnologia, tornando o momento como o de uma nova revolução da produção agrícola.  Estes produtos criam menos efeitos colaterais ou meio ambiente, sem deixar de ser eficaz, explicou.

 

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