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Temperaturas elevadas aumentam presença de borrachudos na região central de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
Imagem não disponível

A presença de mosquitos borrachudos aumentou consideravelmente em Passo Fundo, de acordo com relatos de ouvintes da Uirapuru. Conforme o que eles informam, em 2023 o problema parece ser ainda pior do que no ano anterior.

Em entrevista na Uirapuru, a chefe do Núcleo de Vigilância em Saúde de Passo Fundo, Ivânia Silvestrin, esclareceu que as altas temperaturas são um fator contribuinte para a proliferação dos mosquitos. De acordo com ela, com um inverno mais ameno, a chegada das temperaturas mais quentes levou a um aumento significativo na população de mosquitos adultos.

No entanto, ela destaca que existe uma diferença notável entre os mosquitos Aedes aegypti, conhecidos por transmitirem doenças como a dengue, e os mosquitos borrachudos. O Aedes é característico por ser preto, com menos de um centímetro de tamanho e que geralmente ataca durante a manhã e a tarde.

Já os mosquitos borrachudos se reproduzem em ambientes de água corrente, como rios, sangas e vertentes. Ivânia afirma que, esta época do ano, a partir do final de outubro, é propícia para um aumento significativo da população desses mosquitos na cidade.

Consequentemente, o município de Passo Fundo mantém um cadastro junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para controlar a presença dos borrachudos. Isso é feito por meio da aplicação de produtos biológicos nas águas correntes dos rios e sangas.

Ela observa ainda que antes os borrachudos costumavam permanecer nas áreas de mata que cercam as margens dos rios. No entanto, esses mosquitos agora estão se deslocando para as regiões centrais em busca de alimento, que, no caso deles, é o sangue humano. Isso explica a incidência cada vez maior de mosquitos borrachudos em todos os bairros da cidade, especialmente naqueles próximos a áreas de água corrente, como sangas.

A chefe do Núcleo afirma que os borrachudos são capazes de voar distâncias consideráveis e podem ser transportados pelo vento, o que os leva a percorrer até 2, 3 ou 4 quilômetros longe de suas áreas de reprodução nas águas correntes. Isso contribui para que eles alcancem locais onde as pessoas circulam, como o Centro de Passo Fundo, causando grande desconforto.

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