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Rio Grande do Sul em emergência diante de síndromes respiratórias: aumento, antes do inverno, é sentido em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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O Governo do Rio Grande do Sul decretou, na última semana, situação de emergência em saúde pública em todo o estado diante do avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com atenção especial ao público infantil. A medida foi oficializada no Diário Oficial do Estado e terá validade de 120 dias. A decisão ocorre após a elevação significativa nos registros de contaminações e internações por doenças respiratórias infecciosas, principalmente entre crianças. Durante o período de vigência do decreto, hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde deverão priorizar casos de urgência e emergência, com reforço em leitos clínicos com suporte ventilatório e em unidades de terapia intensiva.

O objetivo é garantir capacidade de resposta diante do crescimento dos casos e evitar agravamentos. A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição clínica associada a infecções como influenza, covid-19 e o vírus sincicial respiratório, podendo evoluir rapidamente e exigir internação. Dados do estado apontam um aumento de 102,7% nas hospitalizações relacionadas a essas doenças, o que motivou a adoção da medida emergencial.

Em Passo Fundo, os reflexos desse cenário já começam a ser percebidos, ao menos em um dos hospitais. O Hospital Beneficente Dr. César Santos, o Hospital Municipal, informou para a Uirapuru que há uma crescente em casos envolvendo síndromes respiratórias agudas em Passo Fundo. Conforme a instituição, em janeiro a cidade não tinha registros. Em fevereiro foram 47 casos. Em março o número aumentou para 298 e em abril saltou para 432 casos registrados, evidenciando a alta. Estes casos, porém, não são exclusivos envolvendo o vírus da gripe, mas sim infecções virais gerais.

O Hospital de Clínicas-HC, informou que no mês de março, foram realizadas 36 investigações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais 63,88% apresentaram resultado positivo. No mês de abril, foram realizadas 26 coletas de painel viral para SRAG, sendo que 53,84% tiveram resultados positivos. Já no atual mês de maio, 3 casos estão em investigação. As principais doenças diagnosticadas incluíam vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, influenza e COVID-19.

Já o Hospital São Vicente de Paulo HSVP, informou que não houve aumento significativo de internações por influenza, que é uma das causadoras da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) . Os casos atendidos por influenza estão dentro do esperado, sem agravamento. O perfil dos pacientes que inspiram mais cuidados são idosos, crianças, gestantes, e pessoas com doenças respiratórias crônicas (asma) que podem evoluir pra um agravamento.

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