Reajuste de 14,95% mobiliza professores municipais e estaduais
O primeiro mês do ano letivo traz incertezas em relação a atividade escolar no Estado. Em Passo Fundo, professores municipais entraram em estado de greve, depois de rejeitar a última proposta da Prefeitura de reajustar em 6,1% os salários, pagos em uma única parcela na folha de março. O município chegou a oferecer 5,6%, ampliou para 6,% em três parcelas, mas recuou para pagamento único. O CMP/Sindicato, que representa a categoria, defende um reajuste de 14,95%.
No Estado, o magistério está mobilizado e programa ato público e paralisação para esta quarta-feira (22). Objetivo é pressionar a Assembleia Legislativa a rejeitar a proposta do governo de 9,45% de reajuste. Os professores estaduais também defendem reajuste de 14,95% não só para a categoria, mas para todos os servidores da educação. O governador Eduardo leite disse grevistas terão o ponto descontado.
O projeto do governo está em regime de urgência e o líder Frederico Antunes (PP) costura a antecipação da votação do projeto para 4 de abril. O objetivo seria garantir o pagamento do reajuste na folha de abril, que roda no dia 20. Politicamente, a estratégia é não dar palanque para o debate no Legislativo.