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Quando a ausência vira alívio, o ciclo está encerrado

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Há um momento sutil quase silencioso em que a ausência deixa de doer e passa a aliviar.
Não é frieza.
É consciência.

Quando a falta de alguém traz paz ao invés de saudade, o coração está sinalizando que algo foi concluído. Que aquele vínculo já entregou tudo o que podia ensinar. Que insistir seria apenas repetir dor.

Nem todo afastamento é perda.
Alguns são livramento.
Outros, amadurecimento.
E há aqueles que são puro cuidado da vida com a nossa alma.

Encerrar ciclos não é apagar o que existiu.
É honrar o que foi sem carregar o peso do que não pode mais ser.
É escolher seguir inteiro, em vez de permanecer fragmentado por expectativas que não se sustentam.

O amor próprio, às vezes, se manifesta assim: na coragem de não voltar.
Na lucidez de aceitar o fim.
Na paz que nasce quando você para de lutar contra o que já partiu.

Se a ausência virou alívio, confie.
O caminho à frente pode ser desconhecido, mas ele é mais leve porque agora você caminha sem arrastar o passado.

E isso também é amor.
Amor por si.
Amor pela vida.
Amor pelo que ainda vai florescer.

Via @despertarodivino

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