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Proteger a sua calma também é um ato de amor-próprio

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Proteger a sua calma também é um ato de amor-próprio.

Nem toda batalha merece a sua energia.
Nem toda explicação merece a sua entrega.
Nem todo ambiente merece a sua permanência.

Com o tempo, a alma amadurece e entende que paz não é fraqueza, é sabedoria. Há pessoas que não querem compreender, apenas reagir. Há olhares que não admiram, apenas invejam. Há lugares que não acolhem, apenas desgastam. E insistir nisso é violentar o próprio coração.

Não discutir com quem já decidiu não te entender é preservar a própria luz.
Não explicar a sua vida a quem não sustenta as suas dores é honrar a sua intimidade.
Não buscar aprovação onde só existe competição disfarçada é reconhecer o próprio valor.
Não querer ser herói nas histórias alheias é entender que nem toda salvação depende de você.
E não permanecer onde a sua dignidade não tem espaço é finalmente lembrar quem você é.

Muita gente confunde paz com passividade.
Mas, na verdade, paz é limite.
É discernimento.
É saber a hora de silenciar, a hora de sair, a hora de se recolher e a hora de não se abandonar mais.

Sua calma é sagrada.
Sua energia é preciosa.
Sua dignidade não pode ser negociada para caber em ambientes que diminuem a sua alma.

Às vezes, a maior prova de evolução espiritual não está em suportar tudo.
Está em perceber, com serenidade, o que já não merece mais acesso ao seu coração.

 

Por@diarioespirita1

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