PREÇO DA CARNE SE MANTÉM ESTÁVEL, MAS NÃO DEVE TER REDUÇÃO EM PASSO FUNDO
Após a maioria dos produtos apresentar aumento nos supermercados no ano passado, alguns itens começam a baixar de preço. Entretanto, a carne, presente nas refeições diárias da maioria das pessoas, segue com o preço elevado, porém estabilizado. Conforme o proprietário do Supermercado A Quitanda, Igor Pires, o preço da carne normalmente reduz nos meses de janeiro e fevereiro, mas neste ano a redução não ocorreu. De acordo com o empresário, a procura pela carne está elevada em todo o planeta e o Brasil é um dos principais exportadores do mundo. Com a demanda em alta, o preço também se eleva. Outro fator que contribuiu para a escalada de preços foi a pandemia. Com as pessoas mais tempo em casa, o consumo aumentou e a demanda por carne também. É a lei da oferta e da procura, destaca o empresário. Mesmo com o valor elevado, os consumidores não deixaram de comprar o produto, mas adaptaram a forma de compra. Conforme Pires, as pessoas estão optando por cortes mais baratos como o dianteiro e substituindo cortes tradicionais do churrasco. O consumidor está optando por carne de porco e de frango também, que são mais baratos, para variar a dieta. Neste momento, conforme o empresário os preços estão estáveis, mas não existe previsão de diminuir os valores nos próximos meses. Para o comerciante, os preços elevados acabam prejudicando as vendas também, pois o cliente acaba comprando menos e focando somente no necessário.