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Por que tratar o outro como se fosse propriedade nossa?

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Desde que o mundo é mundo as traições acontecem pelas mais variadas razões e não há como controlar isso. Infinitas são as variáveis que levam um indivíduo a descumprir a promessa de fidelidade e cabe lembrar que o ser humano não é monogâmico por espécie, como a arara por exemplo.

A fidelidade só é mantida porque o homem possui cognição e não apenas comportamentos respondentes como os outros animais também não monogâmicos. A razão para não trair é única e simplesmente a escolha de não o fazer, baseada nos valores éticos morais e religiosos de cada um. É só isso.

Os celulares podem ser desligados ou deixados em locais nos quais possam enganar o rastreador, infinitas desculpas podem ser inventadas porque a verdade é que quem quer arruma um jeito. A motivação é o combustível mais potente do ser humano.

Se me permitem uma sugestão: coloque-se no lugar de quem está sendo rastreado e lembre-se que a traição intima não é a única que existe. Quando você compra uma roupa nova e diz que usou o dinheiro para o supermercado você também está traindo a confiança de alguém.

“Noves fora”: invista no autoconhecimento e na boa relação consigo mesmo. Ame-se e certamente as pessoas vão gostar de estar ao seu lado. Cuide do seu jardim, lembra? Para que as borboletas se aproximem dele.

Cuide de você e se caso a traição dolorosa vier, faça o seguinte: desabe, fique no chão até conseguir forças, então se levante e siga. Jamais dê ao outro o poder de destruir sua história e sua trajetória.

Pessoas vêm. Pessoas vão. A única delas que ficará com você pelo resto da sua vida é você!

*Viviane Battistella

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