Ponto e Contraponto: Vereadores articulam bloco independente na Câmara
Um grupo de vereadores eleitos e reeleitos do PSDB, PP, PSB e União Brasil articula a formação de um bloco dentro da base aliada do prefeito Pedro Almeida (PSD), com o objetivo de atuar de forma independente na próxima legislatura. Não se trata de uma oposição direta, mas de uma estratégia para deliberar conjuntamente sobre temas específicos que entrarão na pauta. Sem um formato oficial, o que impulsiona o movimento é o desejo dos parlamentares de exercer maior protagonismo em seus mandatos. Além disso, há um descontentamento com os critérios adotados pelo prefeito na escolha dos nomes para o primeiro escalão do segundo mandato.
Autonomia e espaço
Os partidos reclamam que sua autonomia para indicar nomes ao secretariado está sendo desrespeitada. O PSDB, por exemplo, apesar de ter eleito três vereadores e integrar a aliança que garantiu a reeleição de Pedro, não foi consultado nem convidado a ocupar cargos na administração. O presidente do MDB, Luciano Fortes, também afirmou à colunista que o partido vem perdendo espaço na gestão e nunca foi consultado sobre indicações. Com a formação de um grupo independente dentro da base, o Executivo poderá contar como certo com os cinco votos do PSD e um do MDB. Apesar do descontentamento no partido, João Pedro Nunes, atual vice-prefeito e único vereador eleito pelo MDB, seguirá fielmente ao governo.
PSD detém cargos
Até o momento, Pedro Almeida definiu 21 dos 26 cargos do primeiro escalão. Apenas três novos nomes foram incorporados: Giovani Corralo, na Procuradoria Geral do Município (PGM); Tadeu Trindade, na Secretaria de Segurança; e João Antônio Bordin, da Secretaria de Agricultura. A maioria dos titulares, 12 no total, permanecerá em suas pastas, enquanto seis mudaram de secretaria. O PSD detém a maior fatia dos cargos, seguido pelo PP com dois e o PSB e o MDB com um cada.
Negociação
Os próximos presidentes da Câmara de Vereadores serão todos da base aliada e a composição inicial sofreu apenas uma mudança na ordem: Gio Krug (PSD) será o primeiro presidente; Luiz Valendorf (PSDB) vai comandar a Câmara no segundo ano. Rufa Soldá (PP) será o terceiro presidente e Nharam Carvalho (UB) fecha o acordo no quarto ano.
Posse
A posse dos eleitos será no dia 1º de janeiro com sessão na Câmara de Vereadores, a partir das 15h. Por ser o mais velho, Nharam Carvalho vai presidir a sessão que elegerá a Mesa Diretora. Será esta composição da Mesa que vai empossar o prefeito reeleito Pedro Almeida, às 17h. Depois segue a cerimônia aberta com a posse dos secretários.
Reforma
Reforma administrativa que será proposta pelo prefeito Pedro Almeida para o segundo mandato, será encaminhada para a Câmara no começo do próximo ano. Texto passa por ajuste final. Redefinição de atribuições das secretarias é o principal foco.
Mandatos participativos
A nova composição da Câmara de Vereadores será bem diferente da atual. Os novos eleitos com quem conversei ao longo das últimas semanas terão mandatos interativos, focados em suas áreas e mais convictos ideologicamente. A vereadora eleita Marina Bernardes (PT), por exemplo, vai manter um encontro que surgiu na campanha como uma forma de aproximar as pessoas da política: é o DialoBar. O próximo encontro será no Madah, dia 10, às 18h30. “Queremos fortalecer essas relações agora no exercício do mandato na Câmara”, disse.
Manitowoc e indenização
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado decidiu, por unanimidade, acolher em parte os embargos de declaração, da PAR Soluções Agrícolas, detentora do CNPJ da antiga Manitowoc, o pedido de supressão da expressão “sem quaisquer ônus e indenizações das benfeitorias imobilizadas” do dispositivo da sentença, que determinou a devolução da área ao município de Passo Fundo. Esta decisão permitirá que a PAR ingresse com ação específica de indenização por benfeitorias feitas no local. Seguimos com a novela!