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Ponto e Contraponto: Migração natural de pessoas e negócios

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A migração de pessoas e empresas após desastres ambientais é um movimento que se dá de forma natural. Estimativas do Banco Mundial indicam que, até 2050, cerca de 216 milhões de pessoas deixarão suas regiões por causa de desastres ambientais. Realidade que começaremos a enfrentar no Rio Grande do Sul rapidamente. Muitos dos atingidos pelas últimas enchentes vão preferir permanecer em suas cidades. Outros, buscarão regiões mais seguras para morar, trabalhar ou para investir. Neste contexto, é natural que os olhares se voltem para a região Norte do Estado. Passo Fundo, como polo desta região, é alvo de especulações, mas precisa fazer o dever de casa. Não só para receber pessoas, mas principalmente para receber negócios. E o ponto de partida é a atualização do Plano Diretor.

Plano diretor urgente!
Para o economista e professor Marcos Montoya atualizar o Plano Diretor é a tarefa mais urgente neste momento para receber futuros empreendimentos que migrarão naturalmente. O município precisa encontrar áreas para a instalação dos negócios e não pode ficar aprovando modificações pontuais. “Passo Fundo tem que criar espaço para realocação de empresas que busquem a nossa região”, completou. Montoya disse que o setor público deve agir como facilitador para que o privado faça o seu papel de retomada do crescimento econômico.

Precisa ser bem feito
Em resposta à coluna, o prefeito Pedro Almeida disse que o Plano Diretor, mais do que urgente, precisa ser bem feito e com participação de todos os atores do processo. “Nós temos debatido isso com o Sinduscon e com as entidades ambientais, por exemplo, que são bastante ativas neste tema. Entendemos que com a contratação de uma empresa especializada para tocar este projeto será mais adequado para o futuro do município”. Este processo está em andamento. Deve ir para o setor de licitação.

Gargalo
No ano passado, em entrevista à Rádio Uirapuru, o prefeito Pedro já havia informado da decisão de contratar uma empresa que fará o texto da lei a partir do diagnóstico feito na gestão de Luciano Azevedo. O prefeito reconheceu, na ocasião, que um dos principais gargalos é localizar áreas de expansão, porque para qualquer negócio, a área precisa para facilitar o escoamento de produção.

Estratégias
Resistir ao fenômeno de migração que se impõe neste momento, não é o caminho mais correto. Abrir os braços de qualquer forma, também não. É hora de pensar estratégias factíveis, de forma conjunta, deixando de lado as vaidades.

Sem adiamentos
Se depender da Justiça Eleitoral, não haverá adiamento das eleições no Rio Grande do Sul. O ministro Alexandre de Moraes afirmou isso na terça-feira e o desembargador Voltaire de Lima Moraes reforçou ao assumir a presidência do TRE-RS. A Justiça Eleitoral assegura que fará de tudo para cumprir o calendário e ajudar os municípios mais atingidos, nem que seja com estruturas provisórias. A grande questão é o clima de campanha. Alguns municípios já pensam em chapa de consenso para evitar a disputa.

Movimento
Aos poucos, partidos e pré-candidatos de Passo Fundo voltam ao ritmo anterior de mobilização. O PL deixou para junho o lançamento da pré-candidatura de Márcio Patussi. O prefeito Pedro Almeida (PSD) consolida parceria com o PSDB, mas enfrenta questionamentos de outros partidos sobre a escolha do vice: será que o MDB mantém a preferência? PDT e PT também, aos poucos, consolidam a aliança, mas querem mais e articulam a entrada de novos partidos via Brasília. A eleição é municipal, mas os interesses são nacionais.

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