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Ponto e Contraponto: Estratégia de comunicação e pertencimento comunitário

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A campanha ‘Passo Fundo Conta com Você’, lançada esta semana pelo Comitê de Entidades Empresariais tem como um dos pontos mais acertados do movimento a sua arquitetura de comunicação, que foge deliberadamente do manual tradicional das campanhas eleitorais. Ao optar por um tom de “convite” em vez de “imposição” e ao eleger cidadãos comuns como porta-vozes, a iniciativa reconstrói a ponte de confiança entre a população e o processo político. A decisão de usar “pessoas reais” — aquelas que encontramos no ônibus ou na padaria — é um antídoto inteligente contra a fadiga e o descrédito que o discurso político institucionalizado costuma gerar. Essa abordagem não apenas democratiza a mensagem, mas também valida a experiência do eleitor comum, fazendo com que ele se sinta representado antes mesmo de ser convidado a representar alguém com o voto. Ao afirmar que “não fala para a comunidade, mas a partir da comunidade”, o movimento acerta ao trocar a verticalidade do discurso pela horizontalidade da conversa, o que é fundamental para reconstruir o senso de pertencimento e responsabilidade coletiva.

Pedagógico

Outro mérito da proposta, cuja concepção veio do publicitário Maurício Marins, de forma volntária, é a sua estrutura pedagógica de três etapas (embasamento, ensinamento e convencimento), que demonstra maturidade e compreensão da complexidade do comportamento eleitoral. Em vez de reduzir a questão a um apelo superficial (“vote em alguém”), o movimento investe na formação de consciência, atacando a raiz do problema: a desconexão entre o ato de votar e a percepção do seu impacto na vida real. A preocupação em explicar como a falta de representatividade afeta áreas concretas como saúde, infraestrutura e educação revela uma visão estratégica que transcende o pleito de 2026.

A longo prazo

A própria admissão de que os resultados podem não ser imediatos — “pode ser que a gente não tenha todo esse resultado, mas a gente sabe que o que a gente está construindo agora vai representar para as próximas eleições” — é um sinal de maturidade. Isso transforma a iniciativa de uma simples campanha com data de validade em um verdadeiro movimento de longo prazo, focado em reconstruir a cultura cívica e devolver ao eleitor a compreensão de que o voto não é apenas um direito, mas a ferramenta mais palpável que ele possui para moldar o futuro da cidade.

Filiação

Pré-candidato ao Senado pelo Novo na aliança que se articula em torno da pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco ao governo do Estado, o deputado federal Marcel Van Haten estará em Passo Fundo neste sábado. Ele vai abonar a filiação da vereadora Ada Munaretto ao partido. A vereadora é pré-candidata a deputada federal pelo Novo.

Alinhamento

Lideranças do PT e do PCdoB de Passo Fundo reuniram-se nesta semana para alinhar estratégias eleitorais e reforçaram o compromisso com a formação de uma frente ampla de esquerda. O encontro, realizado no gabinete da vereadora Eva Valéria Lorenzato (PT), teve como foco principal a construção de uma unidade programática em torno da reeleição do presidente Lula, apontada como prioridade absoluta para barrar o avanço da extrema direita.

Candidaturas

Os partidos manifestaram consenso quanto à necessidade de fortalecer as campanhas de Edegar Preto (governo do Estado), Paulo Pimenta e Manuela (Senado Federal). No âmbito local, a estratégia definida prevê maior visibilidade e capilaridade para as candidaturas e figuras públicas do campo progressista, com o objetivo de fortalecer a presença da esquerda em Passo Fundo com as pré-candidaturas a deputado estadual das vereadoras Eva Valéria e Marina Bernardes.

Resposta

Luciano Azevedo esteve com Gilberto Kassab esta semana. O presidente nacional do PSD fez um apelo para que aceite fazer parte da chapa proporcional a Câmara dos Deputados. A resposta será dada nos próximos dias.

Mais 21 assessores

A Câmara de Vereadores de Passo Fundo retomou o quarto assessor parlamentar, cargo que havia sido extinto por iniciativa do próprio Legislativo, em 2018. O cargo é para superior completo com salário de R$ 6,8 mil, mais R$ 1,4 mil de vale alimentação. O projeto foi aprovado por unanimidade no começo do ano. O presidente Luiz Valendorf (PSDB) assegura que a despesa está dentro do padrão legal.

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