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Ponto e Contraponto: Duas situações, o mesmo problema

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Na entrevista que concedeu à Rádio Uirapuru ontem de manhã, o engenheiro responsável pelo DNIT, em Passo Fundo, disse que a obra de duplicação do trecho urbano da BR 285 (11 km) tendo como parâmetros valores padrão, pode custar R$ 200 milhões. Mas para chegar até o recurso e viabilizar a obra em si, precisa de mobilização regional. Sem jogar balde d’água fria na expectativa da duplicação da BR 285, mas se formos comparar com outra antiga luta da região os esforços precisam ser redobrados. Não é por falta de mobilização regional que até agora, por exemplo, não saiu o asfalto dos 60 km da Transbrasiliana, que liga Passo Fundo a Erechim. O projeto, que já deveria ter sido entregue, sequer foi concluído. E para esta rodovia não há nenhum indicativo de recurso para a obra. Será que vamos esperar mais 50 anos para ver a Transbrasiliana asfaltada? O ideal seria que, para cada projeto, já se tenha a previsão de orçamento para a execução da obra. Pois os projetos não executados podem caducar com o tempo e isso significa dinheiro público jogado na lata do lixo.

Programa habitacional

A prefeitura de Passo Fundo deve lançar ainda neste ano um Programa Habitacional para famílias carentes que vai ocupar duas áreas no Bairro Alexandre Záchia. A proposta ainda está em fase de projeto, mas já prevê a utilização de recursos próprios na utilização de duas áreas: uma que será recebida pelo município como contrapartida por  alteração no zoneamento do Plano Diretor, já aprovado na Câmara de Vereadores. A transferência desta área deve se consolidar nos próximos 60 dias. E a outra área é da Corsan. A empresa se comprometeu no último Aditivo firmado com o município a transferir a área até o dia  31 de dezembro. Neste local, especificamente, existem 350 famílias.

Decisão Judicial

A estátua do presidente Bolsonaro, que deveria ter sido recolhida a um depósito do Detran, em Passo Fundo, por determinação da Justiça Eleitoral, foi instalada em área particular de uma empresa, no município de Tapejara, nesta quarta-feira.  A estratégia dos apoiadores do presidente é fugir da jurisdição de Passo Fundo, que já determinou, por duas ocasiões, a não utilização da estátua como propaganda eleitoral, fora dos padrões determinados pela Legislação. A Justiça não consegue fazer cumprir a medida, porque não há responsável identificado.

Afago

Quando esteve em Passo Fundo, no sábado passado, o candidato à Presidência da República, Ciro Gomes,  disse que como filho de Passo Fundo, Beto Albuquerque teve sua candidatura inviabilizada pelo ‘Lula petismo’. “Se vencer as eleições, venho buscar o Beto para ajudar a governar o país”, mencionou. Ao saber da manifestação, Beto respondeu que o PDT no RS não compreendeu o que significaria indicar um vice na chapa do PSB.

Arrecadação I

Os dez candidatos a deputado federal indicados por Passo Fundo, a partir de suas bases partidárias, somam R$ 1,5 milhão de arrecadação para a campanha eleitoral. Todos recebem recursos do Fundo Eleitoral e pouquíssimos somam com arrecadação de doações.  O limite de gastos para quem disputa uma vaga à Câmara dos Deputados é de R$ 3,1 milhões.

Arrecadação II

Considerando os 16 candidatos a deputado estadual indicados por Passo Fundo, o valor arrecadado até o momento é de R$ 1,1 milhão. O limite de gastos para a candidatura de quem almeja uma vaga na Assembleia Legislativa é de R$ 1,2 milhão.

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