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Ponto e Contraponto: Direita e centro-direita avançam nas eleições

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

O resultado das eleições municipais deste ano reforça a polarização política que deve se manter em 2026, segundo o advogado especialista em direito municipal e professor da UPF, Giovani Corralo. Para ele, os números são claros. Os dez maiores partidos estão divididos em quatro blocos.

Na direita, o PL e o Republicanos foram os que mais cresceram, passando de 565 prefeituras em 2020 para 964 em 2024. No centro-direita, o Progressistas e o União Brasil também avançaram, aumentando de 1.269 para 1.341 prefeituras. Juntos, direita e centro-direita vão governar cerca de 2,3 mil municípios no país a partir de 2025.

No campo do centro, o PSDB sofreu uma redução de 49%, enquanto o PSD cresceu 30%, tornando-se o partido com o maior número de prefeitos eleitos (882). O MDB também teve crescimento, de 7%. Esses três partidos, somados, comandarão cerca de 2 mil prefeituras.

Já no campo da esquerda e centro-esquerda, houve uma redução de 759 prefeituras em 2020 para 716 em 2024. O principal motivo para a queda foi o desempenho negativo do PDT, que encolheu mais de 52%. Em contrapartida, PT e PSB obtiveram resultados positivos.

Polarização

Para Corralo, em se confirmando a intenção do presidente Lula de disputar a reeleição em 2026, teremos novamente uma disputa polarizada. Lula, segundo ele, tem um potencial eleitoral pessoal e vai disputar com a direita, aliada ao centro-direta muito mais encorpada a partir da eleição municipal. O campo do centro vai se dividir, muito mais pendendo para a direita do que para a esquerda.

Acordo

Em andamento um acordo para a presidência da Câmara de Vereadores nos próximos quatro anos. Por enquanto nada oficial, mas já caminha para priorizar partidos com maiores bancadas aliados. Os nomes cotados, até agora são: Gio Krug (PSD) para o primeiro ano e na sequência, Luiz Valendorf (PSDB), Nharam Carvalho (UB) e Rufa Soldá (PP).

Prestação de contas

O prazo para prestação de contas dos candidatos eleitos ou não em 6 de outubro, encerra dia 5 de novembro. Candidato eleito que não tiver conta aprovada, não será diplomado. O ato de diplomação em Passo Fundo está marcado para o dia 19, às 15h, na Câmara de Vereadores. Até a manhã desta quarta-feira o juiz da 33ª Zona Eleitoral, Alan Peixoto de Oliveira, não havia recebido prestação de contas de candidatos.

Arrecadação

Por falar em prestação de contas, os candidatos de Passo Fundo arrecadaram para a campanha deste ano R$ 4,7 milhões, sendo R$ 3,8 milhões de recursos públicos e R$ 961. Os candidatos a prefeito chegaram a R$ 1,9 milhão, quase no limite permitido de gastos. Já os candidatos a vereador somaram R$ 2,8 milhões.

Mais e menos

Olhando só para as contas dos 21 que se elegeram vereadores, a soma chegou a R$ 924 mil. Eva Valéria Lorenzatto (PT), reeleita para mais um mandato, aparece com a maior arrecadação até o momento (101,7 mil). A maior parte veio do partido (R$ 68,3 mil). Já o candidato Edgar Gomes (Mandioca), PSDB, foi o que menos arrecadou (R$ 10,3), dinheiro de doações e sem Fundo Eleitoral.

Pode mudar

Confira abaixo a arrecadação por candidato eleito – Os números poderão ser modificados com a prestação de contas. Isso porque não aparecem todos os gastos feitos e também outras doações que eventualmente possam não constar agora do Divulgacand. Quem gastou menos do que recebeu, terá de devolver os valores aos respectivos partidos.

Ada Munaretto (PL) – R$ 72.250

Cícero Martins (PSD) – R$ 17.380

Diego Milani (PL) – R$ 40.250

Edgar Gomes (PSDB) – R$ 10.316

Eva Valéria Lorenzatto (PT) – R$ 101.789

Evandro Meirelles (PSDB) – R$ 22.000

Felipe Manfroi (PSD) – R$ 23.500

Gilmar Fuga (PSB) – 18.050

Gio Krug (PSD) – R$ 65.580

Iriel Sachet (Podemos) – R$ 76.711

João Pedro Nunes (MDB) – R$ 50.099

Luiz Valendorf (PSDB) – R$ 42.500

Marina Bernardes (PT) – R$ 55.216

Negão Edson da Padaria (PP) – R$ 10.634

Nharam Carvalho (UB) – R$ 26.890

Regina dos Santos (PDT) – R$ 47.950

Rafael Colussi (UB) R$ 43.490

Ronaldo Rosa (PSD) – R$ 73.935

Rubens Astolfi (PSD) – R$ 34.582

Rufa Soldá (PP) – R$ 33.060

Renato Tiecher (PL) – R$ 58.000

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