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Ponto e Contraponto: Dipp será candidato!

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Não há mais dúvidas de que o ex-prefeito Airton Dipp vai disputar sua quarta eleição para a prefeitura de Passo Fundo. O envolvimento assumido com o PDT e os partidos de centro-esquerda que vão compor a aliança é irreversível a esta altura do campeonato. Na conversa com a colunista, Dipp demonstra que os movimentos em direção a candidatura são consistentes. Falta o anúncio oficial, que ficará para algumas semanas. O ex-prefeito está à frente de negociações com partidos de centro que poderão compor a aliança já com PDT e Federação (PT, PCdoB e PV). O médico Júlio Stobe é o nome do PT para compor a majoritária. Respaldado por pesquisas e com a garantia de que haverá Fundo Eleitoral para suportar uma campanha, Dipp se diz entusiasmado para mais este desafio político. Os mais animados, certamente, são os correligionários e integrantes da futura chapa, que apostam na retomada do protagonismo político local. E não se trata nem de vencer, mas de participar de uma disputa com equilíbrio de jogo.

Disputada
A confirmação da candidatura de Dipp, que virá, como disse, nas próximas semanas, é a novidade no processo em Passo Fundo. A eleição será disputada a partir de três blocos bem definidos (já escrevi sobre isso em outras colunas). Na direita, Márcio Patussi (PL) deve confirmar a candidatura nos próximos dias. No centro, o prefeito Pedro Almeida (PSD) buscará a reeleição. E no centro-esquerda, Airton Dipp (PDT). Dos três nomes, apenas Dipp já tem o vice como certo.

Encontros
Por falar em vice, os partidos que devem integram a aliança de Pedro Almeida, iniciaram, nesta quinta-feira à tarde, uma série de reuniões. Na pauta o nome que será o vice da chapa. O primeiro encontro foi com o União Brasil. Todos os partidos vão se reunir em separado até a próxima segunda-feira.

Improvável
É improvável que Mateus Wesp retorne à Assembleia Legislativa. Para que isso ocorresse, o governador Eduardo Leite teria que movimentar dois parlamentares de uma bancada de cinco, que vota com o governo. Na avaliação de Wesp, que segue assessor especial do governador, o mais provável é um movimento que garanta votos que o Executivo não tem e isso envolve outros partidos aliados. “Acredito que teremos alterações na composição do parlamento, mas, com vistas a garantir maioria para votação”. Wesp ainda completa que o jeito mais fácil da cidade voltar a ter um deputado estadual, é elegendo um daqui a dois anos.

Campanha rolando
Não é uma novidade e o ambiente político é legítimo. A campanha eleitoral começa a ganhar outro contorno na Câmara de Vereadores. O embate entre governo e oposição está mais claro do que nunca nas últimas sessões plenárias. É um tal de crítica e acusa dali e se defende e justifica daqui. O que os vereadores não podem é perder a elegância e cometer gafes. Airton Dipp, por exemplo, pode ser criticado por suas gestões como prefeito, mas nunca pela idade avançada.

Mulheres não são cotas
Esta semana a presidente municipal do PSOL, Ingra Costa e Silva, pediu respeito ao cargo que ocupa. Se posicionou sobre a visita do deputado do seu partido Matheus Gomes para negociar aliança com o PT em Passo Fundo. Uma decisão como está deve passar pelo diretório municipal, sem interferência do estadual. “Não é mentira que a conversa com o PDT e o PT corre nos bastidores, mas nenhum martelo foi batido”, disse. A manifestação de Ingra é de coragem, porque na realidade é isso que ocorre dentro dos partidos, que veem nas mulheres um número para cumprir cota e nunca para tomar decisão.

Será?
Uma conversa estranha permeou os bastidores da política, sem confirmação e muito menos respostas de quem deveria até desmentir se fosse o caso. O ex-vereador Patric Cavalcanti, que se desfiliou do PL recentemente, teria se filiado ao União Brasil, em Porto Alegre. Questionado pela colunista, visualizou, mas não respondeu. Verdade, mentira, bode na sala, balão de ensaio ou nenhuma das alternativas estão corretas?

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