Ponto e Contraponto: Dinheiro para pobre X Bolsa de Valores
Responsabilidade social ou responsabilidade fiscal? Embora, tecnicamente, seja possível abarcar as duas responsabilidades no orçamento da União, hoje este tema está posto de tal forma que, ou se contenta a mão invisível do senhor mercado (que mais parece uma entidade sobrenatural) ou se atende a uma parcela vulnerável da população que passa de milhões. O mercado reage mal quando o futuro governo propõe retirar do teto de gastos R$ 178 bilhões para pagar R$ 600 de bolsa família em 2023. Mas não reagiu mal, na mesma proporção, quando o atual governo estourou a bagatela de quase R$ 800 bilhões do teto de gastos nos últimos quatro anos. Deste valor, quase R$ 120 bilhões em ano eleitoral. Dois pesos e duas medidas para o mesmo problema. O fato é que, o orçamento encaminhado pelo governo atual é uma peça de ficção e, apensar de contemplar parte do recurso para o Bolsa Família (R$400,00) retira o dinheiro de outras rubricas extremamente importantes para quem precisa: não tem dinheiro pra remédio, pra merenda escolar, pra tratamento de câncer. Pra que, não é mesmo? Trocando em miúdos, o que está em jogo é uma disputa entre dar dinheiro para pobres ou manter a Bolsa de Valores em alta. O ideal é atender aos dois. Seria possível?
Estratégia
O que a equipe de transição do governo federal fez, foi incluir o Congresso Nacional como parte fundamental na construção deste caminho. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin entregou uma minuta de projeto. A PEC da transição terá que ser toda construída pelo Congresso, começando pelo Senado. O projeto só vira projeto se tiver 27 assinaturas de senadores. Os senadores vão debater e propor o que entenderem melhor. Aprovado, vai para a Câmara dos Deputados, que poderá modificar a proposta. A ideia é que a PEC seja votada até o final de novembro no Senado, e no começo de dezembro na Câmara, para dar tempo de pagar o auxilio em janeiro.
Conversas
Luciano Azevedo retorna de alguns dias de descanso e, na próxima semana, deve participar de uma série de reuniões em Porto Alegre. Futuro do ex-prefeito ainda é incerto, embora já tenha sido cotado para assumir cargo no primeiro escalão do governo de Eduardo Leite ou, até mesmo, assumir o mandato como deputado federal na hipótese de Danrlei ser chamado para retornar à Secretaria dos Esportes. Nenhuma das possibilidades está descartada.
Convite
O deputado estadual Gilberto Capoani (MDB), que não se reelegeu, analisa possibilidade de retornar ao Banrisul. Conversa com o futuro governo, mas ainda não bateu o martelo. Capoani já ocupou cargo de direção no Banrisul nas gestões do MDB no governo do Estado.
Prazos
A Câmara de Vereadores de Passo Fundo terá um final de ano intenso. Com 18 matérias para serem votadas dentro do prazo regimental (o recesso começa dia 20 de dezembro), seis delas estão em regime de urgência. Promessa do presidente Evandro Meirelles é de cumprir os prazos.
Audiência
A aprovação do projeto que vai destinar subsídio de R$ 2 milhões às empresas do transporte público de Passo Fundo foi indicada pela maioria dos vereadores que participou da audiência pública, na quarta-feira. Matéria deve ser levada ao plenário nas próximas sessões. A vereadora Regina dos Santos (PDT, proponente da audiência, apresentou emenda ao projeto e garantir transparência, critérios claros e a contrapartida das empresas beneficiadas pelo subsídio.
Boas novas
Iniciou nesta semana a reforma do segundo pavimento do Hospital Municipal. Será trocado o telhado, reformados os leitos e o bloco cirúrgico, além das últimas áreas de apoio, como a farmácia 24h. Investimento de R$ 9 milhões para uma obra que deve ser entregue em dois anos, segundo o secretário de Planejamento Giezi Schneider.