Ponto e Contraponto: Deputados e senadores: respeitem o Brasil!
Deputados e senadores ganham muito – mas muito mesmo – para agir contra os interesses da sociedade brasileira, defendendo pautas cujo único objetivo é beneficiar uma pessoa: no caso, o ex-presidente Bolsonaro. Existe um Brasil fora de Brasília, com demandas urgentes, necessárias e prioritárias. O que esse grupo de parlamentares, alinhados ao campo da direita, fez – e materializou na terça-feira, ao obstruir a abertura dos trabalhos do Congresso – é uma afronta aos cidadãos, um golpe na já fragilizada reputação do Parlamento e um descaso com temas urgentes. O mesmo grupo ainda incentiva em forma de chantagem o “tarifaço” norte-americano sobre produtos exportados pelo Brasil, ameaçando a economia de setores vitais. Medidas judiciais podem, sim, ser criticadas e contestadas no âmbito do Judiciário, mas nunca devem prejudicar quem nada tem a ver com a questão – no caso, a imensa maioria da população brasileira. Eleições existem para mudar cenários, e esse é o processo mais democrático que há. Não concorda com o atual governo, eleja outro em 2026.
Equilíbrio
Neste momento crucial para o Brasil, é essencial que os comandos do Senado e da Câmara dos Deputados, as ações da diplomacia brasileira e as decisões do Executivo atuem em sintonia, priorizando o equilíbrio institucional e a maturidade democrática. A superação urgente do debate polarizado é imperativa, pois a radicalização só gera instabilidade, enfraquece as instituições e prejudica o desenvolvimento nacional.
Diálogo
Fazer política, em sua essência, é exercer o diálogo com seriedade, fundamentando posições em argumentos sólidos e dados concretos — nunca em narrativas distorcidas ou na difusão de mentiras. A verdadeira política não é feita de destruição, mas de construção. Se quisermos um Brasil mais justo e próspero, é hora de valorizar instituições fortes, respeitar o contraditório e colocar o interesse público acima de ideologias inflexíveis. O caminho é o diálogo, nunca o radicalismo.
Antecipando decisão
Nos últimos dias, cresceu a movimentação em torno de uma possível candidatura do ex-prefeito Luciano Azevedo ao cargo de deputado federal em 2026. Em encontro com o prefeito Pedro Almeida e aliados políticos, houve consenso sobre a necessidade de acelerar os preparativos. Azevedo planejava definir sua posição apenas no início do próximo ano, mas o cenário atual exige antecipação, segundo avaliação de setores influentes, incluindo empresários e lideranças locais. A decisão ainda não está fechada, mas os sinais apontam para uma entrada em cena ainda em 2025.
Expansão partidária
O PSD do Rio Grande do Sul projeta eleger de três a cinco deputados federais nas eleições de 2026, e o nome de Luciano Azevedo surge como um dos trunfos do partido. Com a reorganização interna sob a liderança do governador Eduardo Leite, a legenda ganhou musculatura e busca superar o desempenho anterior. Em 2022, mesmo com mais de 77 mil votos, o ex-prefeito de Passo Fundo não conseguiu se eleger devido à fragilidade da chapa partidária. Agora, a estrutura fortalecida do PSD pode ser o fator decisivo para a decisão.
Perspectivas
O médico Júlio Stobbe analisa cenários e perspectivas da possibilidade de uma pré-candidatura a deputado federal pelo PT, no próximo ano. Um grupo representativo interno no partido e algumas pessoas de suas relações externas vem trabalhando nessa linha. Stobbe estreou na política como candidato a vice-prefeito na chapa de Airton Dipp, em 2024.
Impacto
Um estudo feito com base no Ministério do Desenvolvimento, entre os municípios brasileiros que devem ter impactos com o tarifaço de Trump, Passo Fundo aparece com um prejuízo pouco mais de US$ 1 milhão de dólares. O estudo leva em consideração empresas instaladas aqui e que exportam produtos de outras regiões, como pedras preciosas. Soledade, na região é o nono município gaúcho com maior prejuízo. No ano passado, exportou US$ 20 milhões em pedras preciosas para os Estados Unidos. Essa relação comercial mantém 300 empresas e três mil empregos.