Ponto e Contraponto: Bolsonaro deve reforçar campanha local
O candidato que for escolhido para liderar a chapa dos partidos de direita em Passo Fundo, deverá ter um reforço na campanha: a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. A agenda está em construção e pesa a favor de Passo Fundo a ligação que Patric Cavalcanti tem com Onyx e Rodrigo Lorenzoni, ambos muito próximos do ex-presidente. A escolha do candidato deve acontecer a partir de fevereiro, depois do resultado de pesquisas envolvendo os nomes de Marcio Patussi (PL), Rodinei Candeia (Rep) e Cláudio Dóro (Podemos). A pesquisa também vai consultar um outsider (médico), cujo nome está guardado a sete chaves. Os critérios da definição da candidatura foram firmados em dezembro num encontro que envolveu os presidentes dos partidos citados. A pesquisa será feita agora em janeiro, com medição de potenciais de votos dos nomes indicados. Além disso, a pesquisa fará um raio-X da administração de Pedro Almeida, indicando as fragilidades de seu governo. Depois do resultado, o grupo vai definir como será a composição da chapa Prefeito/vice. O encontro em dezembro de dezembro reuniu Rodinei Candeia, Márcio Patussi, Cláudio Doro, Iriel Sachet e Ada Munareto..
Estratégia
Além da pesquisa, o grupo de partidos da direita se debruça com lupa nas contas da gestão do prefeito Pedro. Vai de diárias a gastos considerados pelo grupo como excessivos, em detrimento de necessidades que seriam prementes. Se a direita não tem ainda candidato definido, já tem a linha da campanha sendo construída passo a passo.
Composição
Entre 7 de março e 5 de abril, acontece a janela partidária, período em que vereadores poderão trocar de partido para concorrer às eleições sem perder o mandato. As mudanças serão significativas na Câmara de Passo Fundo. Entre 7 ou 8 vereadores mudarão de sigla e a composição de bancadas deve fortalecer o embate entre a direita e a aliança de Pedro Almeida que está mais ao centro. Em se confirmando, o PSD terá três vereadores (Leandro Rosso e Tadeu Trindade juntam-se a Gio Krug) e o PL outros três (Gleison Consalter e Renato Tiecher, se somam a Ada Munareto). Quem sai fragilizado é o centro-esquerda com o PDT que perderá duas cadeiras.
Audiências
O presidente da Câmara de Vereadores Saul Spinelli (PSB) programa uma série de audiências públicas, para o ano. Muitas serão realizadas fora do legislativo, dentro da proposta de descentralização. Uma delas vai reunir as lideranças do movimento comunitário e a outra vai se somar à Frente Parlamentar que debate a instalação de uma UPA em Passo Fundo.
Vergonha nacional
O fundo eleitoral de quase R$ 5 bi para a eleição municipal deste ano, aprovado pela Câmara dos deputados e sancionado pelo presidente Lula é uma vergonha nacional. Infelizmente a indignação está longe de mudar esta situação. Enquanto o Executivo ficar a mercê de um Congresso corporativista, que cuida dos próprios interesses, a definição de prioridades partirá do próprio umbigo.