Ponto e Contraponto: Bem-vindos 2023 e 2024!
O ano que está chegando é 2023, mas os políticos já estão mirando 2024. A agenda partidária para o ano que se aproxima está recheada de encontros, debates, análises e estratégias. É verdade que o tema eleitoral não sai de pauta nunca. A correlação de forças já vem sendo medida desde a eleição de outubro deste ano, quando se escolheu presidente, governadores, senadores e deputados. O resultado é sempre uma preliminar do que se terá nos municípios daqui a dois anos. Em Passo Fundo não é diferente e isso tem ficado claro na Câmara de Vereadores. Os movimentos estão diferentes, a articulação é outra, mas o foco é o mesmo, mesmo que neguem. Chegar ao Poder está no DNA dos partidos. Da mesma forma, ser eleito está no DNA dos políticos. Não há partido que não queira o Poder e muito menos político que não queira ser eleito. No meio do caminho existem toda uma preparação que perpassa pela mobilização, estratégias, acertos e desacertos. Dito isso, vamos aos fatos.
Regina dos Santos
Conversando com algumas lideranças do PDT de Passo Fundo, não há dúvidas de que a vereadora Regina dos Santos, hoje líder da oposição na Câmara, conquistou parcela significativa do partido. “Com certeza. No partido hoje ela é apontada como virtual candidata. É hoje a principal liderança do PDT”, contou uma destas lideranças, acrescentando que o PDT nunca teve uma mulher como candidata.
Pés no chão
O presidente do diretório municipal, Paulo Padilha, corrobora com esta análise ao reafirmar que hoje, a vereadora Regina é uma “das nossas maiores lideranças do momento e não descartamos uma futura candidatura dela”. Padilha disse que o partido trabalha para isso, mas reconhece que as decisões dependem dos movimentos de outras siglas. “Vamos trabalhar o nome da Regina, mas com os pés no chão, não podemos também deixar ela sem mandato, precisamos de uma coligação forte”, completou.
Márcio Patussi
Quem deve ter representante na disputa eleitoral de 2024 é o PL, partido do presidente Bolsonaro. Márcio Patussi que fez 30,5% dos votos em 2020 como candidato a prefeito e ficou a três mil votos de se eleger deputado estadual, deve assumir a presidência do PL municipal, em janeiro. “Ainda é cedo para falar, mas não descarto de concorrer em 2024”, disse Patussi à colunista. O ex-vereador atualmente dedica-se à docência e ao escritório de advocacia. Mas também está auxiliando algumas instituições nas demandas em Brasília, como o HC, APAE, UPF em busca de recursos com a bancada federal do PL.
Centro/direita
Patussi revela que depois das eleições teve convite para trabalhar em Brasília, mas decidiu não aceitar. “Vou ficar na base. Manterei uma periodicidade de idas a Brasília, com intuito de viabilizar recursos”. Na próxima semana, o presidente estadual do PL, deputado federal Giovani Cherini vai se reunir com lideranças em Passo Fundo. Ideia é iniciar um diálogo com outros partidos do campo centro/direita que inclui o vereador Rodinei Candeia, (Republicano) e o Progressista.
Esquerda
O Partido dos Trabalhadores se prepara para disputar as eleições municipais em 2024. A última foi em 2016, com Rui Lorenzatto. Em 2020 fez coligação com o PCdoB de Juliano Roso. “Pretendemos fazer esse debate no início do próximo ano. Prioridades políticas, tática eleitoral(política de alianças) e nomes para compor chapa majoritária”, revela o presidente do diretório municipal, Aureo Mesquita, ao justificar que a definição interna sempre é no ano da eleição, mas normalmente ela reflete o acúmulo do debate que começa antes.
Reforçado
O PT vem para o processo com o reforço da eleição de Lula como presidente, de ter feito a maior bancada de deputados na Assembleia Legislativa e a segunda maior na Câmara dos Deputados. “A composição nacional do governo Lula e a conjuntura política do momento serão importantes nesta definição, pois a política de aliança é definida pela direção nacional do partido”, disse Aureo.
Sem nomes
Sobre nomes, o PT ainda não fala. Mas tem certeza que uma coisa, segundo Mesquita: “pelo contexto político da cidade, nossa prioridade será disputar com a extrema-direita local”.