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Ponto e Contraponto: A Estratégia do Sucesso Eleitoral

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A reeleição do prefeito Pedro Almeida (PSD) marca um feito histórico na política de Passo Fundo, consolidando o quarto mandato consecutivo do mesmo grupo político. Além disso, sua base alcançou uma expressiva vitória ao eleger 14 dos 21 vereadores para a próxima legislatura, sendo cinco deles do próprio PSD. O partido, que em 2020 havia eleito apenas Gio Krug, ampliou sua bancada em 400% em 2024, conquistando cinco cadeiras. Um detalhe relevante é que Gio Krug foi o vereador mais votado da cidade. É evidente a eficácia da estratégia adotada, tanto no processo eleitoral quanto na administração. Mesmo com a margem de pouco mais de 57% dos votos, os principais adversários, Airton Dipp (PDT) e Márcio Patussi (PL), não conseguiram romper a sequência de mandatos do grupo à frente do Executivo Municipal.

A Receita do Sucesso

A fórmula que sustenta essa hegemonia política, iniciada com Luciano Azevedo em 2012 e que seguirá com Pedro Almeida até 2028, inclui elementos que têm se mostrado consistentes. Entre eles, destacam-se: a ampla aliança partidária, a escolha técnica de secretários (alguns sem vínculo partidário), um plano de metas claras, avaliação contínua do desempenho de todas as áreas da administração e pesquisas de campo semestrais, que orientam as ações da gestão conforme as necessidades apontadas. Durante a campanha eleitoral, essa estratégia de pesquisa também foi aplicada, promovendo ajustes sutis na propaganda, conforme as demandas da população. Embora o trabalho seja coletivo, a liderança de Luciano Azevedo merece destaque, uma vez que ele centraliza a estratégia política do grupo.

Maturidade e Compromisso

Com mais experiência e se declarando mais maduro, Pedro Almeida iniciará o segundo mandato comprometido em elevar ainda mais o nível de eficiência administrativa. Como o próprio prefeito diz: “a régua subiu”. Dessa forma, a próxima gestão será marcada por mudanças no secretariado, cujo anúncio está previsto para o final de novembro. A escolha seguirá critérios técnicos, mas também levará em conta a necessidade de garantir espaço para os partidos aliados, que podem assegurar a maioria na Câmara. Além disso, haverá uma reestruturação na forma de comunicação com a comunidade, visando uma maior proximidade e transparência.

Minirreforma Administrativa

O prefeito também planeja uma minirreforma administrativa, que unificará atribuições e serviços atualmente dispersos entre as secretarias. Essa reorganização deve impactar principalmente os setores de trânsito e mobilidade urbana, com a criação de uma equipe especializada para tratar dessas questões. Para Pedro Almeida, mobilidade e trânsito são desafios crescentes em cidades de médio e grande porte, e não se resolvem de forma rápida, especialmente quando o carro ainda é o principal meio de transporte.

Sem Representação

A saída de Luciano Azevedo da Câmara dos Deputados deixa um vácuo de representação que um município como Passo Fundo não deveria ter. Em apenas 18 meses, mesmo sem contar com as tradicionais emendas parlamentares, Luciano conseguiu destinar cerca de R$ 50 milhões para a região, com destaque para recursos voltados à saúde pública e hospitais. Passo Fundo precisa, com urgência, reconhecer a importância de eleger representantes no Congresso. Esse processo de conscientização não pode se limitar a períodos eleitorais; deve ser uma campanha constante.

Acesso ao Distrito

Entre as verbas liberadas por Luciano, destaca-se o montante de R$ 6 milhões, já depositado na Caixa, que permitirá à Prefeitura de Passo Fundo construir um novo acesso ao Distrito de Invernadinha, a partir do trecho urbano da BR-285. Essa obra beneficiará indústrias como a Be8 e Kuhn, localizadas na região. O acesso atual, além de precário, não comporta mais o fluxo de veículos pesados que circulam no distrito. A obra será futuramente integrada à duplicação da BR-285, cujo estudo de viabilidade está em andamento.

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