Ponto e Contraponto
Lauro Kortz: atrasos no pagamento
O senador Luiz Carlos Heinze (PP) e o deputado federal Alceu Moreira (MDB) foram acionados para tentar reverter o atraso no pagamento do repasse à Traçado, empreiteira que faz a obra do aeroporto Lauro Kortz. Dos R$ 15 milhões previstos para outubro, foram pagos cerca de R$ 8 milhões, faltando outros R$ 7 milhões. A obra está perto de terminar. A pista foi concluída e aguarda as aferições técnicas para homologação e retomada dos voos. Por conta disso, teve a operação suspensa por mais 30 dias, até o fim de novembro. O novo terminal também está em fase final, restando cerca de 30% para ser concluído. No entanto, se não houver forte pressão política para uma suplementação de recursos ao Ministério da Infraestrutura, responsável pelos pagamentos, a situação do aeroporto pode se complicar ainda mais. Sem dinheiro em caixa, o governo vem rapando o tacho de onde pode. Usou o recurso que estava destinado ao Lauro Kortz e agora tem dificuldade de honrar o compromisso.
Mobilização
Conclusão: entra em cena o movimento político em busca de recursos para fazer o contingenciamento. O investimento total é de R$ 50 milhões, mas desde que os trabalhos iniciaram no canteiro de obras, o dinheiro chega com atraso. A formação de um grupo de trabalho integrado por secretários municipais, lideranças empresariais e de entidades representativas será fundamental para manter essa pressão.
Manitowoc
A ação popular que pede a retomada da área da Manitowoc ao município de Passo Fundo teve nova movimentação em 1ª instância e, desta vez, abrindo caminho para recurso em 2ª instância (Tribunal de Justiça-RS). Isso, depois de sete anos da petição inicial, em janeiro de 2015. Essa última movimentação diz respeito a embargos feitos pelas partes (autores e ré). Os embargos são recursos jurídicos que as partes possuem para esclarecer obscuridades ou contradições da sentença. Se em Passo Fundo, o processo ficou sete anos, estima-se que poderá ficar mais cinco no TJ-RS. Depois pode subir ao STJ e até chegar ao STF. Então, possivelmente, se não houver nenhum acordo para resolver esse imbróglio, podem se passar 20 anos ou mais sem uma solução para a área da Manitowoc. Quem perde e quem ganha com tudo isso???
Fora da base
Presidente municipal do PSDB, Rodrigo Borba, afirma que o partido não integra a base de governo da Administração do prefeito Pedro Almeida. Segundo ele, as conversas não evoluíram. O partido se prepara para as eleições do próximo ano: vai trabalhar para a reeleição de Mateus Wesp à Assembleia Legislativa e pretende lançar um nome a deputado federal. “Vamos escolher de forma democrática internamente. Não descartamos nenhum nome dos nossos filiados. Inclusive pode haver uma surpresa!, disse Borba.
Integrado na base
Na prática, porém, o vereador Luizinho Valendorf está na base, inclusive participando das reuniões da bancada governista com o prefeito Pedro Almeida. No começo do mês fez uma live com o prefeito no FB sobre as ações do Executivo para terminar as obras da Escola Infantil Parque do Sol.
Restrições
A Câmara de Vereadores mantém restrições na circulação de público no prédio. No plenário apenas 90 pessoas podem acessar, o que corresponde a 40% da capacidade. Aos gabinetes é permitido o acesso de duas pessoas por vez.
Próximo destino
O PL deve ser o destino da maioria dos filiados do Democratas-RS, que deixará de existir assim que o TSE homologar a fusão com o PSL nacionalmente. Segundo estatística da Justiça Eleitoral, o DEM tem 52.202 filiados no Rio Grande do Sul e o PL, 24.268. Mesmo com a migração em massa de um partido para outro, o PL seguirá com menos de 100 mil filiados.