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Ponto e Contraponto

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi
Imagem não disponível

Diferenças no PDT

Paulo Padilha mal assumiu a presidência da executiva municipal do PDT e já está atuando como mediador para tentar aparar arestas entre os ex-vereadores Márcio Patussi e Luiz Miguel Scheis. Enquanto o diretório local tem consenso em relação a Patussi como candidato a deputado estadual em 2022, Luiz Miguel anuncia que sairá candidato para a mesma vaga, pelo movimento negro do PDT por Porto Alegre. Só que a base eleitoral dos dois é a mesma e está concentrada em Passo Fundo. Com cinco mandatos de vereador, Luiz Miguel é um dos mais antigos pedetistas e se diz preterido historicamente pelo partido.  Em 2014 abriu mão da candidatura a deputado estadual para Diogenes Basegio, que renunciou com menos de um ano de mandato por responder à denúncias de improbidade.

Carta

A decisão de concorrer no próximo ano foi tomada depois que Luiz Miguel se colocou à disposição do ex-presidente Patussi, para presidir a executiva municipal, mas que não foi considerado. A intenção, segundo ele, era de aproveitar o tempo que tem disponível para dedicação exclusiva, já que não pretendia concorrer em 2022.

Não queria disputa

“Importante salientar que, frisei ao companheiro Márcio minha intenção de não querer uma disputa interna, pois, creio que uma disputa não ajuda, mas sim racha o partido, e não é disso que estamos precisando agora. E, sim, pessoas que venham agregar para construir essa caminhada, juntos!, frisou no texto. Como não houve essa construção em torno do seu nome, ele se retirou da disputa interna já manifestando insatisfação com a situação, por entender que o partido não deve ser atrelado a uma única liderança.

Resposta

A executiva do PDT se reuniu na noite de quinta-feira para tratar do assunto, segundo informou Padilha. Já Patussi disse Luiz Miguel não apresentou chapa, por isso não tinha como ser eleito e que a única chapa foi de Paulo Padilha. “O ex vereador Luiz Miguel nunca foi preterido, sempre teve a oportunidade de participar das eleições. Quanto a Executiva, acredito que tenha faltado articulação para ele montar seu grupo de apoio”, ponderou.

Escolha

Sobre concorrer a deputado estadual, Patussi lembra que as escolhas dos candidatos são feitas pelo Diretório Estadual e não acredita que na mesma região tenha mais de um candidato, citando outros nomes como Gilmar Sossela, de Tapejara, e Scorssato, de Arvorezinha.

Jovens cobram participação

Outro ponto que Padilha vai ter que resolver é a reivindicação da Juventude do PDT – JS. Segundo a representante do grupo Soelen Dipp, embora com legitimidade, a JS não tem mais representação no Diretório. Segundo ela, o grupo não pode se manifestar como pensa sobre as decisões partidárias. “Na última eleição para executiva e diretório municipal tive que informar a executiva estadual da JS, pois chegaram a sugerir que o movimento não existia, mesmo tendo realizado congresso e eleição para a composição da mesma”, reportou à coluna.

Passando o rodo

Enquanto acompanhamos a CPI da Covid no Senado, o presidente da Câmara Arthur Lira passa o rodo flexibilizando a Lei de Improbidade administrativa que, de certa forma vai passar a mão na cabeça de políticos que cometem ilegalidades ou irregularidades. Um libera geral e portas abertas para a corrupção. Tem quem defenda a mudança, porque os bons acabam pagando pelos maus com investigações eternas. Pena que o meio-termo nunca é considerado nestes casos.

Lista

Com o ingresso do prefeito Pedro Almeida e do ex-prefeito de Passo Fundo Luciano Azevedo no PSD, o vereador Gio Krug, representante da legenda na Câmara de Vereadores, se anima para a disputa eleitoral em 2022.  Já confirma pré-candidatura a deputado estadual, em dobradinha com Luciano. O que não invalida outras dobradinhas informais como no caso de Saul Spinelli (PSB).

 

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