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Polêmica no sem segredo: Acirrado debate sobre direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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A polêmica foi a tônica do Sem Segredo do último sábado, dia 15, que trouxe para o debate a decisão do Conselho Nacional de Justiça de aprovar resolução que obriga os cartórios brasileiros a registrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Na cidade, o cartório de registro civil já fez três casamentos entre mulheres e veio a público o primeiro casamento na cidade onde o par é formado por homens e que irá se realizar em julho. Pesquisa realizada no país sobre o assunto, aponta que um, em cada quatro brasileiros, é homofóbico. Mas será que esses dados se confirmam e, ainda, será que com essa resolução o preconceito irá diminuir? Essas foram as perguntas feitas aos ouvintes e aos debatedores, convidados: vereador Sidinei Ávila e Oscar Santos, coordenador técnico do Plural Coletivo LGBT. Os ouvintes se mostraram divididos e apresentaram argumentos variados. Os a favor ressaltaram a importância do amor, em todas as formas, registrando que o que importa em uma família são os laços afetivos e não a orientação sexual. Outros manifestaram o apoio a categoria, afirmando que seus direitos tem que ser respeitados. Já os que se posicionaram de forma contrária questionaram como ficam as crianças criadas por pais do mesmo sexo e a função de reprodução da família, que não seria respeitada. Representantes de grupos religiosos fizeram questão de reforçar que têm direito a ter uma opinião contrária e que Deus criou a família composta de homens e mulheres. Confira a opinião de alguns ouvintes. Para o vereador Sidinei Ávila, é preciso perceber o que existe por trás destes movimentos, que incentivam a prática homossexual. Ele se referiu a projeto de Marta Suplicy, com o apoio da OAB, que tem como objetivo tirar o nome de pai e mãe de documentos e extinguir do calendário festas de dias dos pais e mães. Um reflexo, segundo ele, negativo e provocado por pressão. Segundo o vereador, quem é contrário também tem que ter o direito de se manifestar contra. O representante do Plural, rebateu a fala de Ávila, explicando que o projeto sugerido por Marta não defende os homossexuais, mas sim todas as crianças que por um motivo ou outro não tem um dos pais presentes. Ao invés de constar na certidão, pai e mãe, constaria filiação e nas escolas seria realizada uma festa para as famílias. Encerrando frisou que eles estão lutando por seus direitos, não querem impor nada a ninguém, mas apenas que aqueles que tenham essa necessidade, possam ser amparados pela lei.

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