Passo Fundo recicla acima da média nacional, mas enfrenta desafios na separação doméstica e valorização do lixo
Passo Fundo produz 220 toneladas de lixo por dia e recicla entre 6% e 8% deste resíduo, o que significa que as cooperativas do Projeto Transformação e os catadores individuais conseguem aproveitar 170 toneladas por mês. Embora o percentual de reciclagem está acima da média nacional, que é de 4%, ainda é muito baixa perto da produção diária de lixo. Infelizmente o problema começa em casa. Por desconhecimento, falta de tempo ou até por não compreenderem o processo de coleta diária, as pessoas deixam de fazer essa separação doméstica.
A professora de química, responsável pelo Setor de Saneamento Ambiental da UPF Maritania Morgan Pavan, disse que a responsabilidade da produção e destinação é coletiva e que as pessoas podem começar em casa a ter duas lixeiras: uma para os orgânicos e outra para lixo seco, que pode ser reciclados. Também explicou que este simples gesto significa muito na vida dos recicladores de cooperativas que recebem o lixo para separar. Um lixo misturado é contaminado e acaba indo para o aterro. É despesa para o Poder Público e menos renda para os cooperados.