Skip to content

O trauma volta como reação, não como memória

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
Imagem não disponível

O passado fala, se comunica através de nossas atitudes, de nossas reações e de nossos sentimentos. O passado não está apenas guardado em nossa memória. Ele projeta ecos em cada reação que temos a algo que nos acontece. Se avaliarmos as nossas atitudes com cuidado, veremos que elas são a ponta de um fio, que quando puxado traz à tona experiências antigas mal resolvidas.

Frequentemente nossa raiva exagerada, nossa tristeza aparentemente sem sentido, ou a dor potencializada de uma vivência no presente que não era tão significativa assim, na verdade são apenas gatilhos de dores, frustrações e tristezas antigas que carregamos dentro de nós.

O trauma deixa suas marcas, e quando não resolvido reflete no presente.

É preciso se perguntar sempre: Por que reajo da forma como reajo? O que essa reação diz sobre mim e sobre meu passado?

Quebrar esse padrão é compreender que o trauma não precisa falar mais alto. Que ele está ali para ser curado, não para comandar nossa vida.

Toda reação sem sentido precisa de atenção. Ela nos aponta o caminho de situações passadas que precisam de cura. Acolher o nosso passado como amor e ressignifica-lo aos poucos nos liberta do trauma e nos faz perceber que somos muito mais do que escravos do ontem, somos autores de nossa história. Quando a consciência e o amor se ampliam, o trauma e a dor diminuem.


(Alexandro Gruber) @alexandro_gruber

Notícias Relacionadas