O alívio de se permitir ser imperfeito
Se alguém te colocar num pedestal, desça.
Deixe que as pessoas vejam quem você realmente é — sem filtros, sem perfeição, sem a obrigação de corresponder a expectativas irreais. Mostre o imperfeito, o sensível, o estranho, o falho, o bonito, o mágico e o contraditório que vive em você.
Permita-se ser mal compreendido.
Deixe que pensem errado a seu respeito.
Que risadinhas ecoem pelas costas, que julgamentos sejam lançados, que cochichos tentem te rotular.
Permita que te olhem torto, que se afastem, que te excluam ou até que tentem te “cancelar”. Deixe sua reputação cair por terra. Enfrente o seu medo mais primitivo: o de não agradar.
Sim, isso pode parecer uma espécie de morte — a morte do personagem que você criou para ser aceito, amado, admirado.
Mas essa é uma morte sagrada.
Porque é ela que abre espaço para a verdadeira vida: aquela onde você respira em paz, fora das amarras do olhar alheio.
Preocupe-se menos com a sua reputação e mais com a sua consciência. A reputação é o que os outros acham que você é. A consciência é o que você sabe que é. E o que os outros pensam, sinceramente, é um problema deles.
Você não precisa ser perfeito. Não é um robô nem um herói de cinema. É humano. E isso já basta.
Hoje, me despeço das idealizações que colocaram sobre mim.
Deixo cair a máscara da “boazinha”, da “que nunca erra”, da que sempre diz sim para não ser abandonada.
Percebi que quando temos medo de frustrar os outros, acabamos traindo a nós mesmos.
E que viver para sustentar a expectativa alheia é um tipo cruel de cativeiro emocional.
Hoje, me autorizo a decepcionar.
Me autorizo a dizer não.
Me autorizo a ser real.
E aqui está a verdade: ser real é um ato espiritual.
Porque a alma não encarnou para agradar — encarnou para evoluir.
E evolução não se faz com máscaras, mas com escolhas honestas.
Ser verdadeiro consigo mesmo é a forma mais elevada de conexão com o divino.
Por @diarioespirita1