Não caia nas armadilhas do ego; O que o outro escolheu viver não é da sua conta
Não caia nas sutilezas do ego, que se disfarça de virtude para nos afastar da humildade. A estrada espiritual é silenciosa, simples e feita de gestos que não pedem plateia. Se você decidiu caminhar mais leve, comer com consciência, meditar em silêncio ou calar diante da discórdia, siga assim. Mas não transforme isso em régua para medir os outros.
A verdadeira elevação nunca aponta o dedo. O espírito que já compreendeu sua pequenez diante da grandeza de Deus, não tem tempo para julgar o caminho alheio. Se o outro ainda se prende a hábitos que você abandonou, ore por ele, mas jamais se envaideça por tê-los superado. Quem caminha com o Cristo não compete, compreende. Não se exalta, serve. Não vigia os erros do próximo, vigia a si mesmo.
A vida já é um professor exigente. Cada um tem seu degrau. Cada alma sabe de sua lida. A ninguém é dado o direito de interferir na marcha do outro com escárnio ou desprezo. Lembre-se: o Evangelho não nos foi dado para apontar quem erra, mas para transformar a nós mesmos.
Como disse Emmanuel, “as maiores tentações vêm disfarçadas de boas intenções”. Cuidado para que seu zelo pela verdade não se torne um véu de vaidade. O ego espiritualizado é o mais perigoso, porque se esconde atrás da aparência do bem.
O que o outro escolheu viver pertence à sua consciência, ao seu tempo, à sua história espiritual. Não faça da sua luz motivo para obscurecer os que ainda tropeçam. Que o seu exemplo ilumine sem ferir. E que sua humildade seja sempre maior que seu conhecimento.
Talvez a sua missão nesta vida não seja corrigir ninguém, mas aprender a amar sem condições.