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MP consegue o bloqueio de chaves pix, contas bancárias e perfis em redes sociais de golpistas da enchente

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) realizou na semana passada uma nova etapa da Operação SOS. O objetivo foi dar prosseguimento às investigações contra campanhas fraudulentas promovidas por grupos criminosos que induzem ao erro pessoas que desejam enviar donativos às vítimas das enchentes no Estado. O programa Sem Segredo de sábado também ouviu o Promotor de Justiça Diego Rosito Vilas, um dos responsáveis por esta operação.
As fraudes envolvem a utilização de anúncios que impulsionam falsos pedidos de doações nas redes sociais, além do uso indevido de marcas e símbolos de órgãos do Executivo estadual. De acordo com o promotor, também se investiga a utilização de laranjas e empresas de fachada para ocultar a origem e a movimentação dos valores ilicitamente angariados. Foram cumpridas ordens judiciais determinando o bloqueio de chaves pix, contas bancárias e perfis em redes sociais. Ouça o que disse o promotor de Justiça à Rádio Uirapuru.

Desde o início da Operação SOS, que conta com apoio do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP), foram identificados 32 perfis relacionados a falsos pedidos de doações, bem como, dezenas de anúncios promovendo campanhas fraudulentas.

São investigados os crimes de estelionato, uso indevido de símbolos identificadores da administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação prossegue para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos no desvio de dinheiro para doações às vítimas da enchente no Estado.

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