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Ministério Público anuncia medidas para acabar com as badernas na rua Idependência

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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As incontáveis noites de baderna, que causam transtorno aos moradores da Independência, podem estar com os dias contados. A rua concentra, historicamente, os tradicionais bares boêmios de Passo Fundo, mas vem sendo alvo de muitas reclamações. Diariamente a Uirapuru recebe dezenas de reclamações de moradores e comerciantes, que reclamam do barulho e do lixo que fica no local durante o dia. O problema é tão grave que motivou uma audiência pública, na tarde de ontem, onde o Ministério Público ouviu estes moradores, na companhia da Brigada Militar, secretários municipais e demais órgãos da cidade. Durante mais de três horas os moradores relataram o sofrimento de viver naquela região. Todos foram unanimes em dizer que a situação piorou há três anos, com o aumento do barulho. Muitos tentaram vender seus imóveis, mas ninguém demonstra interesse em comprar, alertados pela má fama do ponto. Quem tenta alugar também tem prejuízo, pois mesmo diminuindo o valor da locação em 50%, muitas vezes o imóvel fica meses fechado, ou, quando aluga, o inquilino se muda em menos de 60 dias. Os comerciantes alegaram que os frequentadores da rua urinam nas portas dos estabelecimentos, defecam, quebram garrafas e depredam placas e lixeiras. Um dos problemas mais apontados foi o alto volume de sons automotivos. O promotor Paulo Cirne coordenou a audiência e ao final anunciou ações enérgicas contra a baderna. Em parceria com a Brigada Militar e demais autoridades, será deflagrada uma Operação Sossego na área, multando som excessivo e o vandalismo. O promotor destacou que outra importante ação será rever a lei que  de espaços na entrada dos estabelecimentos. Esta lei foi aprovada pelo município e impede que os moradores passem pelo passeio. Para o som automotivo a novidade é a destruição dos aparelhos e não mais a apreensão. No passado a medida era apreensão do som ou veículo, sendo que após pagarem multas os donos recebiam os equipamentos de volta. O promotor explicou que a lei prevê a destruição dos equipamentos e pretendem fazer isso no meio da Independência, para mostrar à estas pessoas que a lei não vai tolerar mais este comportamento. As ações de fiscalização irão envolver Batalhão Ambiental, Brigada Militar, Ministério Público, Guarda de Trânsito e Ministério Público, sendo que devem começar em 30 dias e se estenderem ao longo do ano.

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