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Me traz muita paz não saber muito sobre muita gente

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Há uma paz que não faz barulho. Ela não grita, não exige explicações, não se alimenta de fofocas nem se interessa por manchetes alheias.
Essa paz mora no silêncio das escolhas conscientes, na simplicidade das rotinas que não precisam provar nada para ninguém.

Com o tempo, e só o tempo ensina, a alma vai compreendendo que saber menos dos outros é, muitas vezes, saber mais de si.
É nesse recuo do excesso que mora a verdadeira liberdade: não saber o que não te diz respeito, não absorver o que não te constrói, não se intrometer onde sua presença não é bênção.

A espiritualidade nos mostra que tudo aquilo que alimentamos com atenção cresce em nossa vida.
Por isso, quando nos libertamos da necessidade de controlar, de vigiar, de julgar ou de acompanhar o teatro alheio, abrimos espaço para cuidar daquilo que realmente importa: a nossa luz interior.

Como ensinava Chico Xavier, “o que vem de fora pode até te influenciar, mas é o que vem de dentro que define quem você é”.
E quando o coração aprende a escolher o silêncio ao invés da resposta, a compaixão ao invés da crítica, e a paz ao invés da razão…
então algo dentro de nós desperta
e enfim, pertencemos a nós mesmos.

Que sua alma encontre descanso longe do ruído do mundo,
e que seu coração aprenda a se ocupar apenas do que te faz crescer.

Você não precisa saber de tudo.
Precisa apenas se lembrar de quem é.

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