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Lugar de mulher também é na CPI do Senado

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A participação da bancada feminina na CPI da Covid do Senado voltou a gerar polêmica na sessão de quarta-feira. Sem vaga formal no colegiado, as senadoras têm se revezado para fazer perguntas durantes as audiências, a partir de uma permissão do presidente Omar Aziz (MDB).

Na sessão de quarta-feira, porém, no momento em que a senadora Elilziane Gema (Cidadania) iria usar a palavra, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), disse que não houve acordo para abertura de tal exceção. Ao reclamar, Nogueira iniciou uma discussão com outras senadoras presentes, que protestaram. O presidente chegou a suspender a sessão temporáriamente.

A discussão protagonizada pelo senador Nogueira foi lamentável, desnecessária e teve como intuito desobstruir o andamento da oitiva do ex-ministro da Saúde Nelson Teich.

Mas o pior não é a atitude do senador em relação a participação das mulheres. O pior foi demonstrado pelos grupos partidários que não indicaram mulheres para compor o colegiado.

A revolta das senadoras contra o destemperado do senador Nogueira se estende a escolha seletiva feita pelas lideranças dos blocos partidários.

Lugar de mulher também é na CPI do Senado. São  12 Senadoras, que tem, inclusive, direito a destaque, com a alteração do Regimento que nós fizemos.

“Eu acho até que é algo que a gente precisa debater para que, em casos de comissões que não tenham a participação de uma mulher, que a nossa bancada indique uma. Eu acho que de fato nós precisamos alterar” sugeriu a senadora Elilziane.

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