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Exportação de erva-mate para Argentina deve crescer em 2022, devido aos incêndios na província de Corrientes

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
Imagem não disponível

O consumo de erva-mate caiu no Estado. A redução chegou a 15% nos últimos meses. Sabemos que o comportamento do gaúcho mudou, devido a pandemia, e as rodas de chimarrão já não são mais feitas. Porém, não foi só a pandemia que refletiu no consumo da erva.

Conforme o engenheiro agrônomo da Emater, Ilvandro Barreto de Melo, o verão é uma época que historicamente o consumo diminui, em função do próprio verão. No entanto, o agrônomo explica que essa redução é momentânea e nos próximos meses o consumo deve normalizar e até aumentar.

Em termos de exportação, o Rio Grande do Sul tem número positivos. Em 2021 foram exportadas 50 toneladas de erva-mate. Melo explica que isso se deu pelo efeito do mercado internacional e também pela estiagem que reduziu a produção argentina, o que fez o mercado brasileiro crescer.

Para o agrônomo, 2022 seria um ano de estabilização na produção argentina, porém devido aos incêndios na província de Corrientes, região produtora de erva-mate, perdas já são registradas nos ervais. Nesse sentido, a tendência é que o mercado brasileiro siga aquecido exportando o produto para a Argentina.

Em relação a produção, o agrônomo explica que o Rio Grande do Sul teve perda média de 20%. Esse dado é considerado baixo, entretanto, o que preocupada é a estiagem que tem assolado o Estado por três anos. Essa sequência deve interferir na defesa das erveiras.

A falta do produto não é uma preocupação, pois as chuvas, mesmo mal distribuídas, deixaram em boas condições os ervais do estado.

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