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Esvazie a mochila, pois tem peso ali que nunca foi seu

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Tem um tipo de peso que não nasce da vida, nasce do olhar dos outros sobre a sua vida.
E, de tanto tentar caber, você foi guardando nos ombros o que era medo alheio, cobrança antiga, culpa emprestada.

A mochila enche quando você confunde amor com obrigação.
Quando aceita ser paz para quem não quer mudar.
Quando vira abrigo para tempestades que não são suas, só porque você aprendeu a se calar para não dar trabalho.

Tem coisas aí dentro que não são lembranças, são sentenças.
“Você precisa aguentar.”
“Você tem que ser forte.”
“Se você soltar, desmorona.”
E você vai caminhando, como se o cansaço fosse prova de valor.

E não é.
Valor não é sofrimento acumulado.
Maturidade não é carregar o mundo no peito.
Bondade não é se abandonar para manter os outros confortáveis.

Esvaziar a mochila é separar responsabilidade de penitência.
É devolver ao dono o que ele insiste em deixar com você.
É dizer não sem se justificar, respirar sem pedir licença, descansar sem se sentir devendo.

O que é seu permanece.
O que não é seu, pesa diferente, machuca sem ensinar, exige sem nutrir.

Solte, com delicadeza e firmeza.
Você não veio para ser depósito de dores, veio para ser caminho.

 

Por @diarioespirita1

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