Skip to content

Estrelas coloridas

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
Imagem não disponível

Haviam milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis. Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:

– Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.

– Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a Terra.

 

Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

 

Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

– Por que voltaram? Perguntou Deus, a medida que elas chegavam ao céu.  – Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra.

Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça…

 

E o Senhor lhes disse:

– Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.

Depois que chegaram todas as estrelas e conferindo o seu numero, Deus falou de novo:

 

– Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo que estava perto retrucou:

– Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.

– Mas que estrela é essa? – voltou Deus a perguntar.

 

– É a Esperança, Senhor. A estrela verde.

A única estrela dessa cor.

 

E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a Esperança. Deus já conhece o futuro, e a Esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.

Notícias Relacionadas