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Especialista orienta sobre sintomas e tratamento diante do aumento da conjuntivite viral

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Passo Fundo e região vêm registrando aumento nos atendimentos relacionados a casos de conjuntivite viral nos serviços de saúde. A elevação na procura por atendimento médico acende um alerta para a disseminação da doença, que é altamente contagiosa e exige cuidados específicos para evitar surtos.

Durante o quadro Saúde em Família, da Rádio Uirapuru, o médico Alberi Grando explicou que a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma fina membrana que recobre o olho. De acordo com ele, essa camada pode ser facilmente afetada por diferentes agentes, como poeira, vírus, bactérias e substâncias alergênicas.

O médico destacou que existem diferentes tipos de conjuntivite, sendo uma delas a conjuntivite de contato. “A pessoa pega poeira no olho, o organismo reage, dá aquela coceira, fica vermelho. A conjuntiva se inflamou porque teve contato com a poeira”, explicou. Nesses casos, segundo ele, basta afastar-se da substância causadora e fazer a limpeza do olho, muitas vezes sem a necessidade de medicação.

Grando também mencionou a conjuntivite infecciosa, que pode ser causada por vírus ou bactérias. “Pode ser viral, por exemplo, um vírus ali faz a infecção. E pode ser conjuntivite bacteriana, que é quando a bactéria produz uma doença”, afirmou. Ele lembrou que, antigamente, era comum ver crianças com os olhos grudados pela secreção purulenta ao acordar. “Isso era muito comum. Hoje, com o advento de medicamentos e acesso mais fácil ao serviço de saúde, isso quase não tem surgido”, comentou.

O médico observou que, apesar da redução de casos mais graves, ainda são encontrados quadros de conjuntivite bacteriana. Para esse tipo de infecção, o tratamento envolve o uso de antibióticos. “Pode ser usado apenas o colírio, com limpeza, mas às vezes é necessário tomar antibiótico também”, explicou.

No caso da conjuntivite viral, Grando ressaltou que não há medicamentos específicos que eliminem o vírus. “O que se faz é tratamento local, limpeza, colírios adequados para limpeza apenas”, disse. Já a conjuntivite de fundo alérgico, segundo ele, tende a aumentar nos períodos de maior presença de pólen e poeira, como no final do inverno. “Se usa colírios à base de antialérgico, que acabam aliviando”, explicou.

O médico reforçou a importância da diferenciação entre os tipos de conjuntivite para que o tratamento seja adequado, evitando complicações e a disseminação da doença, especialmente nos casos virais.

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