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EDITORIAL: universo mostra quem ainda está no comando

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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A pandemia do coronavírus, que apavora, abre brecha saudável para incontáveis reflexões. Teria, por exemplo, a evolução intelectual e tecnológica induzido o homem a se achar o soberano de tudo, desprezando qualquer força da natureza e do Universo? Teria ele perdido a noção elementar de que ocupamos espaço ínfimo no contexto galáctico e passa a ignorar energias e forças superiores de forma jamais vista na história?

Somos pequena parte de um todo grande, complexo e às vezes nos comportamos como se fossemos o todo. Esquecemos que há 4 bilhões de anos surgem as moléculas que formariam organismos intrincados a partir de micro-organismos e segue com larvas, insetos, chegando aos dinossauros, períodos de aquecimento brutal, geleiras e fenômenos que dizimaram várias espécies vivas nestes últimos milhares de anos.

Agora, por menosprezar com soberba o mundo macro recebemos inesperadamente um puxão de orelha para refletirmos nossas ações e razões de vida; qual seria o objetivo maior de nossa existência? Num piscar de olhos fomos abalados pela ação devastadora desse micro-organismo um ser tido como insignificante pelo tamanho.

O ser invisível põe o planeta de joelhos. Ricos, muito ricos, pobres, pouco pobres, são atingidos num ímpeto que bota o privilegiado no mesmo patamar do excluído. A gorda conta bancária nada vale. As potentes armas nucleares desenvolvidas a custo de bilhões de dólares, nada podem contra o atual inimigo.

É, está aí, seu mundo globalizado tão saudado nas conquistas econômicas, focado no dinheiro, dinheiro e mais dinheiro e lucro, lucro e mais lucro a ponto de perderem a noção de qualquer outra atividade da razão humana. E agora globalizados e globalizantes? Chega a hora de botar o dedo na consciência e rever tudo. Mais do que nunca precisamos do globalizado mas agora para garantir nossa sobrevivência. E não adianta salvar só o privilegiado senão o excluído contamina o incluído. Obriga-nos a sermos solidários, benemerentes, humildes ao extremo.

Quantas lições! Como bem disse o Dr. Carlos Heckteuer na Uirapuru: nosso mundo nunca mais será igual… Até mesmo os ratos, corruptos que passaram a vida explorando os fragilizados aparecem mais que de repente como moralistas, solidários, socialistas. A consciência pesou e saem acusando todos envolvidos com o bem de modo a satisfazerem suas mazelas guiados pelos espíritos inferiores que circularam pelas populações em todos tempos: eles devem ser ignorados, deixando que fiquem resumidos a suas insignificâncias. A hora é dos corajosos e dos que querem de alguma forma se redimir. Estes estão a postos se oferecendo para comporem a linha de frente neste combate universal.

Uirapuru segue junto neste frentão sendo canal de comunicação das autoridades legítimas com a população. Mais do que nunca temos a obrigação de estarmos ajustados em selecionar só assunto valioso. Credibilidade é mais uma vez posta à prova como em nenhum período destes 38 anos de comunicação. Em que pese todo o sacrifício pessoal da equipe que aqui se divide nas 24 horas do dia, assumimos como missão maior o apoio a todos para vencermos este desafio gigantesco.

Para isso contamos com apoio de intelectuais da mais alta qualificação científica e humanitária. São dezenas que se revezam trocando informações com a comunidade por nosso intermédio. Entre os expoentes que se colocaram espontaneamente a disposição, a qualquer hora, nas tratativas das diferentes questões desta epidemia estão o Dr. Adroaldo Mallmann na liderança do HSVP; Dr. Juarez Dalvesco no comando da equipe do HC; Dr. Júlio Stobbe médico destaque nacional no combate ao H1N1; Dra Cristine Pilati Castro, do HSVP; Dr. Gilberto Barbosa, renomado infectologista; Dr. Luís Arthur, profundo conhecedor de saúde pública e líder da Medicina na IMED; Dr. Alberi Grando, que semanalmente ocupa espaços de saúde na emissora; Dr. Douglas Pedroso, Dr. Thadeu Pereira, Dra Marlene Gava, Dr. Carlos Heckteuer, Dr. Érico Heckteuer dentre tantos outros. A saúde e a medicina sempre tiveram foco especial na Uirapuru, até mesmo por ter sido fundada por um médico e um dentista, reitor e fundador da UPF.

Este conjunto e contexto, aliados a histórica independência econômica, política, religiosa nos dão plena condição de sugerir, contribuir e particularmente criticar, sempre com a responsabilidade que nos é devida. Estamos fazendo nossa parte com resignação, determinação, muita resiliência neste isolamento e muita fé no Ser Superior que há de proteger a cada um de nós.

Neste todo excepcional, com sofrimento que assola milhões, com dramas pessoais intransferíveis, com esse período de isolamento a reflexão individual e visão no coletivo pode nos fazer rever práticas e conceitos. O universo tem suas leis e compreendê-las e respeitá-las gera a harmonia que precisamos para melhor qualidade de vida na sociedade.

Que possamos extrair da pandemia vinda do mundo invisível lições que melhorem o mundo visível no qual cada um pode dar contribuições positivas para o amanhã. No mais, confiemos em nossas autoridades: desde os líderes maiores em Brasília, passando pelos responsáveis pelo nosso Estado até os locais que dividem conosco o mesmo espaço em nossas cidades.

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