Economia deve ter retomada a partir do segundo semestre em Passo Fundo
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, foi revista para baixo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados divulgados no último 22 de dezembro passam a estimativa de PIB de 4,8%, no trimestre terminado em setembro, para 4,5%. Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, conforme noticiado pela Agência Brasil.
A economista Cleide Fátima Moretto cita que se compararmos a situação do final de 2020 com a de 2021, com certeza estamos em uma condição melhor pelo simples fato de estarmos em uma condição mais confortável em relação à pandemia e a proteção vacinal. Todavia, quando avaliamos as tendências em termos da dinâmica produtiva, as previsões para o próximo ano são de desaceleração.
Ela pontua que a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2022 baseia-se na desaceleração enfrentada agora no final de 2021, que deverá persistir ainda no primeiro semestre, sobretudo nas cadeias de suprimentos da indústria, inflação elevada e elevação da taxa de juros.
Cleide acrescenta que por ser um ano eleitoral, algumas medidas para atenuar a restrição de demanda serão implementadas, o que implicará em maiores níveis de endividamento também para o setor público. Em 2022 deve ocorrer uma recuperação da agropecuária, com previsão de crescimento de 2,8%, e os serviços estão com alta prevista de 1,3%.