Dia Nacional de Prevenção das Arritmias: doença pode aparecer de forma inesperada e causar morte súbita
No dia 12 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e da Morte Súbita. A data foi instituída pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento dessas doenças, que podem levar à morte súbita.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o cardiologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e professor do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF), Dr. José Basileu Caon Reolon, explicou que a arritmia ocorre quando o coração bate de uma forma diferente da habitual. Segundo o médico, algumas pessoas percebem a arritmia como uma falha no batimento, como se o coração estivesse dando um salto ou uma pausa. Em outros casos, ela se manifesta na forma de batimentos lentos, podendo, eventualmente, exigir o implante de um marcapasso. Há ainda situações em que o coração acelera excessivamente, com frequência cardíaca muito elevada.
O cardiologista destacou que as arritmias podem ter diversas causas, sendo as mais comuns associadas à cardiopatia isquêmica, que ocorre em pacientes com risco de infarto, histórico de infarto ou doença aterosclerótica. Outras causas envolvem dilatação do coração ou defeitos genéticos que afetam a formação e condução do estímulo elétrico cardíaco, podendo ocorrer até mesmo em corações considerados normais. Dr. Reolon ressaltou que a maior preocupação está nas arritmias súbitas, que atingem pessoas aparentemente saudáveis, sem sintomas prévios. Como forma de prevenção, ele orienta que sejam adotados os cuidados básicos para a saúde do coração, como controlar o colesterol, a glicose e a pressão arterial, manter o peso adequado, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regular.
Apesar desses cuidados, o médico alerta para sintomas que merecem atenção, como palpitações, sensação de batimentos acelerados ou desmaios. O desmaio, segundo ele, é um dos sinais de alerta mais importantes. Embora a maioria dos casos tenha causas simples, pode indicar risco potencial de arritmia grave. Por fim, o cardiologista enfatizou a importância do atendimento rápido em casos de parada cardíaca. Quando o paciente tem um evento, o tempo conta de forma decisiva. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores são as chances de sobrevivência com qualidade, já que, em uma parada cardíaca, o cérebro começa a sofrer rapidamente com a falta de oxigenação.