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Cure-se, minha filha, do desejo de se sentir amada

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Cure-se, minha filha,
não da falta de amor, mas da ilusão de que o amor vem de fora.

Desde que o mundo é mundo, as almas errantes buscam no olhar do outro o reflexo que já habita dentro de si. Mas o amor que te salvará não mora em palavras, promessas ou presenças — ele nasce no silêncio da tua própria consciência.
É o amor que não pede para ser visto, mas se revela na tua capacidade de existir em paz.

“Conhece-te a ti mesmo”, dizia Sócrates — e, nesse conhecimento, encontrarás o verdadeiro templo do amor.
Porque o amor não é um sentimento, é um estado de ser.
E quando a alma desperta para si mesma, ela entende que ninguém pode lhe dar aquilo que já é sua essência.

Nietzsche escreveu: “Torna-te quem tu és.”
E isso é amor:
Tornar-se tão inteiro, tão desperto, tão lúcido em tua verdade, que o amor deixa de ser necessidade e passa a ser emanação.

Ame não para preencher o vazio,
mas porque transborda.
Ame não para ser escolhida,
mas porque já se escolheu.

Cure-se do desejo de ser amada —
porque quando essa cura acontece,
o Universo inteiro se curva diante da tua luz, e o amor, finalmente livre, passa a te seguir onde quer que vás.

 

Por @portaldaascensao

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