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Com baixo consumo postos de combustíveis já começam a parar de vender o álcool ( Etanol )

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Quando surgiu , ainda na década de 80, o então chamado álcool combustível (hoje etanol), era tido como a solução para driblar os preços altos da gasolina. Na época bem mais barato, o novo combustível apontava maior potência no motor e menos poluição. A ideia não emplacou, devido principalmente à baixa tecnologia dos motores, que implicava extrema dificuldade em dar partida em dias frios. Recentemente estes motores foram melhorados, com a chegada da era dos carros “bicombustível”, veículos que rodam tanto no etanol quando na gasolina ou na mistura de ambos. O fantasma do passado, parecia ter desaparecido, mas o setor teve que encarar um novo problema: preços altos. Com uma diferença de 15 a 20% em relação ao preço da gasolina, o produto não é mais opção dos motoristas brasileiros, sendo que mesmo com a gasolina bem acima dos R$ 3 Reais o litro, ela ainda é a preferida na hora de abastecer. O empresário do setor de combustíveis, Paulo Grando, explicou que hoje os postos vendem 5% de álcool, sendo o restante ocupado pela gasolina e o diesel. A baixa procura está fazendo alguns empresários desistirem deste tipo de venda, optando por outros tipos de gasolina, como a aditivada ou a com maior octanagem. Grando destaca que o etanol   é superior à gasolina do ponto de vista da potência e menos poluição, mas o seu consumo é maior, fazendo o cliente ficar ainda mais desestimulado. O empresário acredita que o etanol está vivendo sua pior fase no País, sendo que, infelizmente, a sua venda caminha para o encerramento em um futuro próximo, se os preços não diminuírem em relação à gasolina.

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